sexta-feira, 14 de março de 2014

A desinformação das pequenas corretoras

Recebi e-mail (14/03/2014 08:27) de uma jovem corretora de Santa Catarina que se mostra estupefata diante da realidade do GBOEX e de sua corretora CONFIANÇA comparada com a propaganda oficial. E isso só foi possível porque ela acessou ao blog Sócios do GBOEX.



E pergunta: “o que nós corretores de pequeno porte que sequer sabíamos de alguma coisa e nos deparamos agora com a situação já avançada podemos fazer?”.

Depois que li o e-mail desta jovem que trabalha em uma corretora de pequeno porte que, como registra, “nunca foi uma vantagem imensa e sim um sustento”, fiquei pensando que existem milhares dessas pequenas corretoras que fazem o contato direto com o consumidor que nelas confiam. “Pessoas de caráter e dignidade”, como ela diz, que acabam se comprometendo pela desinformação provocada pela propaganda enganosa e, principalmente, pela omissão, ou mesmo, conivência, de quem deveria proteger o consumidor. Vejamos alguns casos para ilustrar:

 A CONFIANÇA está irregular há mais de três anos

A SUSEP não emite certidão de regularidade para a CONFIANÇA, no mínimo, desde 12/7/2011, data da certidão mais antiga que disponho (O GBOEX e o buraco da CONFIANÇA).

A Lei Complementar 109/2001 (art. 37, III) estabelece que o “patrimônio líquido (PL) não poderá ser inferior ao respectivo passivo não operacional (PNO)”. E o gráfico mostra que na CONFIANÇA o seu PL se mantém menor do que o seu PNO, desde, outubro/2009. Ou seja, apesar de a lei não permitir, a SUSEP permite que a CONFIANÇA opere em situação de insolvência.



Apesar de alertado que na primeira crise de insolvência (setembro/2006 a julho/2007) a CONFIANÇA consumiu a metade dos imóveis do GBOEX (Fraude contra credores) e que esta segunda e prolongada crise de insolvência (a partir de outubro/2009) poderá consumir o restante (O GBOEX e o buraco da CONFIANÇA), NADA FOI FEITO.

Os velhos associados continuam sendo enganados

Os velhos associados do GBOEX vêm sendo assediados por corretores suportados pelo GBOEX que os enganam e ganham fortunas em comissões. Quase 800 mil ingressaram sem querer (enganados ou para conseguir um empréstimo) e depois pediram o cancelamento, sem direito a devolução das mensalidades (Sócios: uma massa desamparada). O incrível é que isso vem acontecendo com uma massa de milhares de idosos e, até hoje, ninguém interrompeu estes absurdos. NADA FOI FEITO.


Reajustes ilegais

Apesar de o Ministério Público Federal já ter considerado ilegal o reajuste das mensalidades que vem sendo feito com o objetivo de expulsar os velhos associados (Os coveiros do GBOEX) nada aconteceu além de uma avalanche de pedidos de exclusão de gente que pagou mais de 50 anos e que sairá perdendo tudo. NADA FOI FEITO.

Apesar de alertado (Reajuste abusivo e imoral) milhares de associados do GBOEX que integram o plano Faixa Etária pagam dez vezes mais do que o devido para compensar o déficit do plano Taxa Média que responde, praticamente, pelo resto da arrecadação social. Apesar de abusivo e imoral porque se aproveitam de uma massa de idosos, pouco esclarecida sobre assuntos de pecúlio e que sempre confiou na seriedade de uma entidade dirigida por oficiais do Exército. NADA FOI FEITO.

Conclusão: apesar de tudo isso, este grupo de oficiais do Exército que comanda o GBOEX, desde 1981, continua auferindo salários na faixa dos R$ 15 mil aos R$ 30 mil, insensíveis ao calote que está sendo aplicado e ao desgaste que estão causando ao Exército, porque os órgãos que deveriam proteger os associados tem se mostrado OMISSOS ou CONIVENTES.

Respondendo a pergunta sobre o que os pequenos corretores podem fazer: DIVULGAR A VERDADE indicando o blog Sócios do GBOEX e o contraditório com o Coronel Sérgio Renk, presidente do GBOEX (renk@gboex.com.br ).

quarta-feira, 12 de fevereiro de 2014

Notícias do ICP do GBOEX

Solicitado sobre o andamento do Inquérito Civil Público que investiga o GBOEX com base na representação feita em janeiro de 2010 em que são apontados, por ação e omissão, conselheiros, diretores e a SUSEP como responsáveis pelas perdas patrimoniais que levaram o GBOEX a esta difícil situação, acabo de receber e-mail do assessor do Procurador da República, presidente do ICP 20/2010-97 com uma boa notícia: o presidente do ICP determinou que os autos do inquérito fossem encaminhados à Assessoria Pericial para que complementasse a análise feita considerando a resposta dada pela SUSEP e a manifestação do interessado (Péricles).



Concluída a análise, será feita uma reunião da Assessoria Técnica com o Procurador da República para “subsidiar a adoção de providências pelo Ministério Público Federal”.
Vejamos o que dizem os três documentos que servirão de base para a conclusão do ICP. Conforme já explicado (ICP do GBOEX), as providências a serem adotadas pelo MPF poderão ir do ajuizamento de uma Ação Civil Pública ao arquivamento não descartados nova prorrogação, ou mesmo, a celebração de um compromisso de ajustamento de conduta. De qualquer forma já ficou claro nos autos a confirmação de duas das acusações feitas: INSOLVÊNCIA ESTRUTURAL E MÁ GERÊNCIA ADMINISTRATIVA.
O Parecer Técnico ASSPER PR/RS n. 082/2011, da Assessoria Pericial do MPF (trechos do parecer, abaixo):





(...)
(...)
(...)



“A delação apresentada procura, em síntese, demonstrar que a delicada situação econômico-financeira enfrentada pela empresa deve-se a um grupo de militares que, sem oposição no Conselho Deliberativo da entidade, vem comandando o GBOEX desde o início dos anos 1980, não cumprindo normas que regulam empresas de previdência privada, contando, ainda, com a sistemática contemporização e omissão do órgão público federal (Superintendência de Seguros Privados – SUSEP) que deveria fiscalizá-la”.

Em sua defesa, o GBOEX afirma ser uma empresa financeiramente saudável, constantemente monitorada pela SUSEP.

O parecer conclui sugerindo que a SUSEP submeta o GBOEX ao regime especial de direção fiscal, com vistas a resguardar direitos e interesses dos associados, devido a “irregularidades e desequilíbrio atuarial crônico, informados nos Relatórios de Fiscalização”. O parecer, no entanto, silencia sobre a parte da denúncia que se refere à “sistemática contemporização e omissão” da SUSEP, apesar desta não ter rebatido uma sequer das sete falhas de fiscalização apontadas na denúncia, desde 1980.

Encaminhado à SUSEP, em 25/9/2012, o parecer da Assessoria Pericial do MPF, teve retorno um mês depois, limitando-se a encaminhar três pareceres técnicos, “cujos termos são autoexplicativos”, sem fazer qualquer comentário sobre a sugestão feita de submeter o GBOEX ao regime especial de direção fiscal.


Nos pareceres a confirmação de que o GBOEX, acolhendo sugestão da SUSEP, estava aplicando os reajustes na contribuição (considerados ilegais pelo próprio MPF) de forma a torná-la insuportável pelo associado, forçando-o a pedir exclusão, depois de mais de 50 anos como associado. Que a SUSEP não só faz vista grossa como estimula a cobrança acima do necessário, no plano Faixa Etária, para compensar o déficit do plano Taxa Média e a venda dos planos Vida Longa GBOEX com os absurdos já apontados em Só quem lucra são os corretores (1) e Só quem lucra são os corretores (2) que lesaram milhares de velhos associados com a transferência de milhões de reais para o bolso de espertos corretores e seus parceiros.


Desta forma, dentro de pouco teremos uma definição sobre este caso que já passou dos quatro anos quando, então, conselheiros e diretores do GBOEX juntamente com a SUSEP deverão ser julgados pela participação que tiveram nas perdas patrimoniais causadas por uma “má gerência administrativa”, no entender do Ministério Público Federal. 

segunda-feira, 3 de fevereiro de 2014

Não banque o Judas


O GBOEX iniciou uma campanha em que o sócio indica amigos que poderão “usufruir dos benefícios de pertencerem ao quadro social de uma EMPRESA SÓLIDA, reconhecida em todo o Brasil” (grifado).


Assim como Judas você pode trair seu amigo, por trinta moedas. Basta indicá-lo para sócio do GBOEX. E digo trair por experiência própria, pois faço parte de uma massa de milhares de associados que passou mais de 50 anos pagando religiosamente a mensalidade para deixar um pecúlio para a família e que agora chegou à conclusão de que desde o início eles já sabiam que dariam o calote e quem constatou isso foi o Ministério Público Federal (Os coveiros do GBOEX): “Vislumbra-se que o plano de pecúlio que a GBOEX não corre risco de insolvência desde agora, ou recentemente, mas sim desde que começou a comercializar apólices de seguro que não teria como adimplir”.

Caso deseje TRAIR um amigo, mande seu nome, endereço e CPF para marketing@gboex.com.br que o GBOEX manda um corretor contatá-lo. Depois que o seu amigo cair na arapuca, a mesma que você caiu, o GBOEX vai lhe mandar um brinde no valor de R$ 30,00 e você, provavelmente perderá um amigo, pois logo ele vai sentir que caiu na arapuca.

Antes de cometer esta insensatez, informe-se, acessando o blog Sócios do GBOEX ou contatando um diretor ou conselheiro conhecido. Mas não banque o Judas porque seu amigo não merece.

terça-feira, 28 de janeiro de 2014

Sócios: uma massa desamparada

Um colega de turma, tenente de 64 como eu, acaba de enviar e-mail para sua lista com comentários sobre o último (des)informativo do GBOEX. Apesar de já ter feito, também, comentários sobre este (des)informativo distribuído para associados e o mercado (O (des)Informativo GBOEX, 26/12/2013), vou complementar os comentários do meu companheiro desde 1958, na velha EPPA.
Quanto à frase “Garanta hoje o futuro de quem é importante para você”:


Basta ver o que aconteceu conosco, tenentes de 64, que nos associamos pensando em garantir o futuro da nossa futura família e depois ficamos sabendo, já na casa dos 70 anos, que fomos enganados, conforme constatou o Ministério Público Federal: “Vislumbra-se que o plano de pecúlio que a GBOEX não corre risco de insolvência desde agora, ou recentemente, mas sim desde que começou a comercializar apólices de seguro que não teria como adimplir” (Os coveiros do GBOEX, 21/10/2012).
E o que me espanta é que esse grupo de oficiais do Exército que comanda o GBOEX, sem qualquer oposição, nos últimos trinta anos, com salários, é bom repetir, na faixa dos R$ 15.000,00 aos R$ 30.000,00, continua a enganar os jovens alunos das escolas militares. E o mais grave (não canso de repetir) é que essa arapuca só funciona com a conivência dos comandantes das escolas que apesar dos alertas continuam abrindo suas portas para que seus alunos sejam enganados. Vários alertas foram feitos em todos os escalões, mas não adianta, comandantes que seguramente não são associados do GBOEX, abrem as portas em troco de favores e doações. Estão ajudando para que outras gerações sejam enganadas como a nossa. São corresponsáveis pelo que respinga desta lama no nome do nosso Exército, como na explosão de indignação de um beneficiário contra atrasos no pagamento do pecúlio que chegou a taxar o GBOEX de “esta instituição podre, dirigida por milicos podres!” (Os coveiros do GBOEX).

Procedem todas as constatações feitas pelo meu colega sobre a área de vendas, coincidindo com as dos textos Só quem lucra são os corretores (1) e Só quem lucra são os corretores (2). Vou acrescentar dois testemunhos: uma reclamação no site Reclama Aqui e um e-mail que recebi.
A reclamação da filha de uma viúva de militar (Marinha), sócia do GBOEX, 79 anos, recebe visita de corretor do GBOEX “dizendo que a empresa estava atualizando cadastros antigos” e preencheu formulário onde, depois, a filha viu que estava escrito “atualização do benefício”. Em agosto de 2011 ficou sabendo que “minha mãe havia ingressado em um novo plano no valor mensal de R$ 450,25”. Apesar das reclamações, no fim de novembro de 2011, ainda não havia cessado o desconto no seu contracheque, ou seja, a pobre senhora sofreu desconto de QUATRO parcelas de R$ 450,25. “Assim, já estou com a sensação de que além dos desgastes de ter que fazer tudo isso que fizemos, de nos sentir enganados por uma empresa que até então, confiávamos, minha mãe não vai receber esta devolução”. E não vai mesmo, pois eles alegam que a lei não permite (mas permite que apliquem o golpe na idosa). Destes R$ 1.800,00 (no mínimo) retirados desta senhora R$ 1.125,00 foram para a corretora e seus parceiros que o suportam, a título de agenciamento que, segundo consta e nunca contestado, equivale a 250% da mensalidade contratada (Só quem lucra são os corretores (2), abril/2013).




O e-mail é de um corretor que deixa claro que o GBOEX repassa informações do cadastro de associados para uma corretora “parceira” que age conforme testemunhado pela associada reclamante e que, coincidentemente ganhou todos os prêmios de produção que se tem conhecimento (Só quem lucra são os corretores (2), abril/2013).


Este o quadro típico do golpe aplicado em todo o Brasil e por mim testado mais de quatro vezes e que começa com uma ligação do GBOEX agendando uma atualização cadastral.

E quais as consequências deste assédio aos velhos associados?

Os números publicados pela SUSEP mostram que no período de janeiro de 2001 a novembro de 2013 ocorreram 792.844 cancelamentos. Este número é a maior prova da farsa que é a área de vendas cujo produto está expresso neste levantamento publicado pela SUSEP: quase 800 mil ingressaram sem querer (enganados ou para conseguir um empréstimo) e depois pediram o cancelamento, sem direito a devolução das mensalidades. A maioria foi enganada, pois em venda casada com empréstimo caiu muito depois que o GBOEX foi enxotado dos empréstimos consignados pelos bancos.

Em qualquer um dos casos (golpe ou venda casada) o associado contrata sem querer e deixa, no mínimo, pelo que se pode constatar no caso típico desta idosa, a comissão de agenciamento que é repassada à corretora.

Pelo que se nota nos testemunhos recebidos, pode-se estimar que a mensalidade média dessas, digamos, “atualizações de benefício”, não seja menor do que uns R$ 200,00. Considerando que, no mínimo, do associado é descontado (em seu contracheque) o valor para pagar a comissão de agenciamento de 250% à corretora (equivalente a dois meses e meio), poderemos estimar que no período de 2001 a 2013 foi retirado do bolso dos velhos associados R$ 396.422.000,00 (=792.844*2,5*200). Quase R$ 400 milhões com todos os abatimentos dados, em uma operação em que perderam os associados e perdeu o GBOEX que viu seu patrimônio definhar. Uma operação em que somente lucraram (e muito) as corretoras amigas e os seus amigos.

O incrível é que isso vem acontecendo com uma massa de milhares de idosos e, até hoje, ninguém interrompeu estes absurdos. A esperança é que o MPF encerre o Inquérito Civil que desde janeiro de 2010 está investigando. Segundo informação recente, a área de perícia está analisando a documentação enviada pela SUSEP o que nos leva a crer que está próxima a manifestação do Procurador da República no sentido de arquivar o inquérito (desde que devidamente justificado) ou peticionar por uma Ação Civil Pública quando a Justiça avaliará a responsabilidade de conselheiros e diretores do GBOEX e da SUSEP por ações e omissões.



domingo, 12 de janeiro de 2014

GBOEX: dez anos de lutas

Uma visão retrospectiva da última década mostra que não foi por falta de alerta que a situação do GBOEX chegou a este estado lastimável em que os associados estão sendo expulsos depois de passarem mais de meio século contribuindo para que os seus recebessem um pecúlio. Conselheiros, diretores, órgãos fiscalizadores e defensores dos direitos dos consumidores não poderão alegar desconhecimento, pois estará registrada nos autos de inquéritos e processos a responsabilidade de cada um, por ação ou omissão.

E mostrará, também, que tudo isso é fruto de uma passividade inaceitável em uma massa de militares que sempre pautou pela incansável defesa dos interesses nacionais, mas que dá uma clara demonstração de que não tem a mesma tenacidade para defender o interesse da sua família. Somente a coragem é capaz de fazer a indignação se transformar em ação. E não temos passado da indignação porque de ação, somente o que venho fazendo ao longo destes dez anos.
Indignação transformada em manifestações contra os responsáveis caem no vazio. Sabe o que é ex-comandantes, companheiros, ligarem perguntando se procede o que o “Péricles está publicando” e não ter nada para dizer? Antes caluniavam, mas depois que publiquei a verdade (Resposta ao GBOEX (2)) nada mais tem a dizer. Querem maior “tapa-na-cara” do que o dado por um velho instrutor nosso na AMAN, ao pedir exclusão do GBOEX, preferindo deixar para trás mais de 50 anos de contribuição (e o pecúlio de sua família) “do que me submeter a essa chantagem vergonhosa, principalmente, partindo de oficiais que eu ajudei a formar” (A cultura do contentamento)? E qual a reação? Silêncio. Salários na faixa dos R$ 15.000,00 aos R$ 30.000,00 estão na base deste comportamento.
Voltemos a nossa visão retrospectiva.
Em 2003 protocolei uma reclamação/denúncia (processo SUSEP 15414.200047/2003-38) com pedido de intervenção no GBOEX por má gestão da carteira de pecúlios (confirmado em 2011 pelo MPF quando considerou que uma “má gerência administrativa” no GBOEX vem “onerando consumidores inocentes e vítimas de uma prática contratual patológica”). Tentativas de abafamento e arquivamento com o atropelamento da lei (A participação da SUSEP no logro do GBOEX). Até hoje inconcluso este inquérito produziu pareceres que não só confirmaram todas as denúncias feitas como reconheceram que a única saída para o GBOEX seria dar um calote geral nos seus associados. Ou seja, o órgão controlador que tem por missão a proteção do consumidor (associados do GBOEX) vem desde o início sabendo que este plano de pecúlios não teria condições de pagar os pecúlios, conforme constatou o MPF - Ministério Público Federal (Os coveiros do GBOEX).
Quatro anos trás (21/01/2010), diante da passividade da SUSEP, recorri ao MPF denunciando Conselheiros, Diretores e a SUSEP pelas perdas patrimoniais causadas ao GBOEX, por ação ou omissão.


Em agosto de 2013 protocolei no MPF a derradeira manifestação mostrando o estado lamentável em que se encontrava o GBOEX e a sua seguradora CONFIANÇA e reafirmando a confiança na ação do órgão cuja missão constitucional é a defesa dos direitos do cidadão.



O agravamento da situação, em todos os aspectos, já está cansativamente exposto sendo que o último texto do blog (No fundo do poço (e enganando)) é o mais contundente. A expulsão dos associados pelo ilegal reajuste da contribuição mais parece um estouro da manada em direção ao precipício. A exploração dos velhos associados por espertos corretores apoiados pelo GBOEX o que causou 725.362 cancelamentos, ou seja, ingressos, arrependimentos e pedidos de exclusão, deixando uma média de três contribuições que vão para o bolso dos corretores e seus parceiros.
E o incrível é que esta manada que se arremete em direção ao despenhadeiro é composta quase que somente de idosos, protegidos pelo Estatuto do Idoso (Lei n. 10.741/2003), e está desamparada por quem por direito deveria protegê-la. E ninguém poderá justificar este fato por desconhecimento porque vem sendo amplamente denunciado a todos os setores envolvidos.
A notícia mais recente é que o ICP foi prorrogado (ICP do GBOEX) e que está agendada reunião do Procurador da República, presidente do inquérito, com a Assessoria Pericial o que nos dá a esperança de que, em breve, teremos a decisão que poderá ser pelo arquivamento ou por uma denúncia que leve a uma Ação Civil Pública onde um juiz julgará a responsabilidade de Conselheiros, Diretores do GBOEX e da SUSEP, por ação ou omissão.
Uma das formas de transformar INDIGNAÇÃO em AÇÃO seria levar a indignação de cada um ao Presidente do Inquérito Civil Público (ICP), na forma de informação, o que está previsto no Parágrafo Primeiro do Art. 11 da Resolução n. 87/2010, do Conselho Superior do MPF (“Qualquer pessoa poderá fornecer peças informativas para conhecimento dos fatos”). Informação útil porque facilitaria a decisão do Procurador da República, visto que o GBOEX não só nega as denúncias como tenta passar a imagem de que estou solitário nestas denúncias, ou seja, de que os demais (milhares de associados) nada reclamam.
Aqueles que desejarem agir que o façam através de um e-mail (tutelacoletiva@prrs.mpf.gov.br) endereçado ao Procurador da República, Presidente do ICP n. 20/2010-97, com cópia para periclesdacunha@gmail.com (opcional).


quinta-feira, 26 de dezembro de 2013

O (des)Informativo GBOEX



Comentários sobre o Informativo GBOEX 2/2013 (37ª edição) que acaba de ser divulgado, um amontoado de desinformações que só servem para manter a cultura do contentamento que foi instalada por este grupo de oficiais do Exército que comanda o GBOEX, há 30 anos, com salários que devem andar na faixa dos R$ 15.000,00 aos R$ 30.000,00 e que está aplicando um calote em milhares de velhos associados.

Presidente executivo reflete a cultura do contentamento

O editorial traz a palavra do novo Diretor-Presidente da Diretoria Executiva, coronel Ilton Oliveira. A leitura do editorial mostra que o coronel vive na cultura de contentamento que foi criada nestes últimos trinta anos e que está sintetizada no testemunho de quem dirige a propaganda do GBOEX, desde aqueles tempos (A cultura do contentamento): “como eu já expliquei o GBOEX tem, pelo tipo de produto que ele vende, as pessoas que compram o produto vão usufruir desse produto 40, 50 anos depois, ela tem que ter a segurança de que essa empresa tem estabilidade, tem solidez para poder nesse prazo cumprir com as suas obrigações. Então, o meu trabalho é trabalhar a imagem do GBOEX para mostrar que a empresa tem solidez, é uma empresa forte”. Tão competente foi esta campanha que envolveu todos os associados, inclusive aqueles que saem do quartel direto para seus cargos diretivos.


MPF: o risco de insolvência perdura desde os anos 80

Dispara o presidente: “Assumi a Diretoria Executiva em julho deste ano, com o compromisso de manter a Entidade forte e sólida, como tem sido nestes 100 anos de existência”, mas o GBOEX sempre esteve à beira da insolvência e não sou quem diz, mas o Ministério Público Federal (Os coveiros do GBOEX): “Vislumbra-se que o plano de pecúlio que a GBOEX não corre risco de insolvência desde agora, ou recentemente, mas sim desde que começou a comercializar apólices de seguro que não teria como adimplir” que, por isso, recomendou a intervenção da SUSEP. Insolvência que, aliás, já está se aflorando (No fundo do poço (e enganando)): o buraco causado pela insolvência da seguradora CONFIANÇA já é maior do que o dobro do patrimônio líquido do GBOEX.

CPI da Câmara dos Deputados: o GBOEX só se mantém pela venda casada de pecúlio com empréstimo e outros artifícios.
E continua o coronel presidente com a sua mensagem ufanista: “Ao chegar aos 100 anos, o GBOEX se caracteriza principalmente pela sua capacidade de adaptação e evolução junto ao mercado previdenciário e segurador,sempre atento às transformações da sociedade”, “Assumimos com o compromisso de manter o GBOEX sempre atual, dinâmico e moderno”. Lindas frases, não fossem totalmente irreais. Este grupo de militares que dirige o GBOEX tem que cair na real: eles dirigem uma empresa em extinção porque foram incapazes de modernizá-la, de acompanhar a evolução do mercado. Esta conclusão não é minha, mas da CPI da Previdência Privada (Câmara dos Deputados, 1996) que concluiu que empresas como o GBOEX só se enquadram como entidades de previdência (Resposta ao GBOEX (1)) pela existência do ultrapassado pecúlio “que nunca são comprados espontaneamente em função do produto, mas sim vendidos, acompanhados de promessas de empréstimos e outros artifícios”. O GBOEX não evoluiu nos últimos cinquenta anos permanecendo sempre uma caixa de pecúlios marcada por uma inconsistência atuarial de natureza estrutural, cujo déficit nunca foi enfrentado, mas “empurrado com a barriga” ao arrepio da legislação, nunca buscando uma solução tecnicamente correta, uma solução de mercado. Engessaram o GBOEX para que se mantivesse à altura das suas competências.
A continuidade da “má gerência administrativa” detectada pelo MPF
Ao assegurar que a “nova gestão dará continuidade a tudo o que foi construído até o momento”, nada mais fez o coronel Ilton do que reafirmar a hegemonia do grupo que comanda o GBOEX nos últimos trinta anos sem qualquer oposição no Conselho Deliberativo e a continuidade da gestão que foi classificada pelo MPF como uma “má gerência administrativa” (Os coveiros do GBOEX) .
A falta de transparência
E continua o coronel presidente, ao apresentar o (des)informativo: “estamos engajados em desenvolver outras formas de comunicação e a disponibilizar novos serviços aos nossos associados”, “Procuramos, também, inovar com temas do interesse do associado, com dicas de turismo, saúde, entretenimento, outros assuntos”. O que o GBOEX deve fazer é publicar o endereço eletrônico (e-mail) dos seus diretores e conselheiros para que os associados possam cobrá-los, pois foram por eles eleitos e a eles devem satisfações. Aos associados não interessam “dicas de turismo, saúde, entretenimento”, mas dos “outros assuntos” dos quais os associados exigem explicações (e o blog continua à disposição), entre os quais alinho:
1. Qual a razão da queda do patrimônio líquido do GBOEX de R$ 252 milhões (janeiro/2006) para R$ 42 milhões (outubro/2013) e o da CONFIANÇA, no mesmo período, de R$ 47 milhões para R$ 10 milhões (No fundo do poço (e enganando))? Má gerência administrativa? Irregularidades na carteira de empréstimos? Equivocada gestão financeira?
2. Quais as providências quanto à perda de R$ 21 milhões em aplicações sem garantias concretas, emprestando para um banco de terceira linha, dirigido por aventureiros, operadores do lulo-petismo, encarregados de saquear os fundos de pensão estatais (Nau à deriva)?
3. Qual a explicação para o assédio sofrido pelos velhos associados que produziu, desde 2001, uns 760 mil cancelamentos que custaram uns R$ 68 milhões para esses associados (O custo MLD)?
4. E a expulsão dos associados, depois de mais de 50 anos de contribuição, através de sucessivos e ilegais aumentos da mensalidade (Os coveiros do GBOEX)?

GBOEX quer sócio enganado para ajudar a enganar outros
A campanha de vendas direta “Quem indica amigo é” visa angariar sócios através da indicação de sócios o que daria credibilidade já que o sócio “já conhece a empresa, sua história, seus planos, seus benefícios e a sua idoneidade, afinal são 100 anos de experiência em proteger muitas famílias”. Quanta ingenuidade (para não dizer cinismo)! Imaginar que o associado que foi enganado quando era jovem e tendo passado uns 50 anos pagando a mensalidade para agora ser caloteado ainda vai ajudar a enganar outra geração.
E conclui seu speech, não mirando para os graves problemas de solvência e de credibilidade que afogam o GBOEX, mas o próximo século (isso mesmo, daqui a 87 anos).

(Des)informações sobre vendas

A realidade (até que seja desmentida) sobre as vendas no GBOEX está estampada nos dois textos deste blog (Só quem lucra são os corretores (1) e Só quem lucra são os corretores (2)) que comprovam o que já foi constatado pela CPI da Câmara dos Deputados (1996), pelas denúncias de associados e pelos quase 760 mil cancelamentos apontados pela SUSEP (desde 2001) que renderam R$ 68 milhões em comissões de agenciamento e corretagem: o GBOEX faz venda casada do seu ultrapassado pecúlio e lança em cima de seus velhos associados espertos corretores suportados pelo seu cadastro que ao perceberem que foram enganados solicitam cancelamento perdendo o que já pagaram.

Operação Alfa: o grande engodo
Operação Alfa, “plano de benefícios criado especialmente para Alunos, Cadetes, Oficiais-Alunos das Escolas de Formação, Especialização e Aperfeiçoamento e Altos Estudos das Forças Armadas” é o grande engodo mantido pelo GBOEX para atrair com benesses jovens para a mesma arapuca que pegou milhares, nos anos 60, e que agora estão sendo expulsos com um calote. O mais grave é que essa arapuca só funciona com a conivência dos comandantes das escolas que apesar dos alertas continuam abrindo suas portas para que seus alunos sejam enganados.

Destaques na mídia: maquiagem para (tentar) ocultar a  realidade
Os destaques baseados em dados pontuais que não suportam uma análise, assinados por grifes de renome servem para desinformar os associados e mantê-los na redoma da cultura do contentamento que aos poucos vai sendo rompida com as expulsões em massa. Todas receberão uma reclamação sobre os efeitos do mal que estão ajudando a causar a uma massa de milhares de idosos. Por ajudarem a maquiar uma empresa que corre risco de insolvência desde os anos 80, conforme constatação do MPF o que pode ser ilustrado pela evolução da relação PL/PNO onde se nota que a CONFIANÇA já mergulhou na insolvência e que o GBOEX está se aproximando da linha em que passará à situação de insolvência.


Os conselheiros
Tudo que está aí em cima denunciado só acontece diante da passividade dos conselheiros que são regiamente pagos para fiscalizar e controlar a boa gestão do patrimônio do GBOEX.
No (des)informativo as fotos dos conselheiros, cuja atuação tem sido pautada por uma absoluta passividade. Gostaria de ler as atas do CD e os relatórios das comissões para ver se é feito, pelo menos, menção sobre a crise que envolveu o GBOEX e que foi causada pela “má gerência administrativa”, no entender do Ministério Público Federal. Por exemplo:
Um relatório da Comissão de Economia e Finanças sobre a inadimplência na carteira de empréstimos que causou uma queda de R$ 48 milhões no PL (detectada na fiscalização da SUSEP), a insensata operação de ajustagem do capital da CONFIANÇA que já sugou a metade do patrimônio de imóveis do GBOEX e que desestabilizou de vez a seguradora e a desastrada aplicação financeira de R$ 21 milhões em CDB de um banco que acaba de entrar em falência.
E o relatório da Comissão de Controle da Administração sobre as vendas do GBOEX que somente geram lucros para espertos corretores à custa dos seus velhos associados.
Pena que não informem os endereços de e-mails para que sintam o repúdio de velhos companheiros que neles confiaram.  Resta o velho telefone: (51) 3215 8000.




quinta-feira, 12 de dezembro de 2013

A insolvência da Confiança

O Conselho Deliberativo do GBOEX é o grande responsável pela crítica situação em que se encontra a seguradora CONFIANÇA que se transformou no sumidouro por onde se esvai o patrimônio que foi formado, antes deste grupo de oficiais do Exército assumir o poder, trinta anos atrás. O grande responsável, mas não o único, pois a SUSEP tem a sua responsabilidade.
A insolvência da seguradora CONFIANÇA, caracterizada pela existência de um patrimônio líquido ajustado menor do que o capital mínimo requerido, atingiu níveis em que a deixam passível de uma liquidação extrajudicial.
Relatórios da SUSEP mostram que tem o pior, mas disparado o pior Patrimônio Líquido Ajustado (PLA), o indicador que serve para medir a insolvência de uma seguradora quando comparado com o Capital Mínimo Requerido (CMR) que, devido a SUSEP ter deixado de publicar se supõe que continue no patamar dos R$ 40 milhões. A CONFIANÇA é a última do ranking. Dividi a longa lista em quatro partes. Marquei a APLUB para comparar com o GBOEX, para ver que o PLA daquela é quase 5 vezes o do GBOEX.






De acordo com a Resolução 282/2013, do CNSP, o Patrimônio Líquido Ajustado (PLA) não pode ser inferior ao Capital Mínimo Requerido (CMR) e, dependendo da insuficiência do PLA, em relação ao CMR a seguradora passa por um PCS – Plano Corretivo de Solvência ou um PRS – Plano de Recuperação de Solvência e se a situação se agravar fica sujeita a Regime Especial de Direção Fiscal ou Liquidação Extrajudicial, conforme quadro abaixo.

 Uma análise da evolução do PLA da CONFIANÇA, mostra que há muito tempo impera a insuficiência sendo que se agravou, a partir de maio/2013, com a equivocada gestão financeira que levou à aplicação em banco liquidado (Nau à deriva). Os dados publicados pela SUSEP mostram o impacto causado no Patrimônio Liquido Ajustado (PLA) cuja insuficiência ultrapassou os 70% do Capital Mínimo Requerido e deixou a seguradora Confiança passível de Liquidação Extrajudicial.


E liquidação judicial é coisa muito grave. Os associados do GBOEX perdem o patrimônio que garantiria o pagamento dos pecúlios cada vez mais reduzidos pelos ilegais reajustes. Os conselheiros e diretores, se não tomaram consciência, vão levar um choque porque a lei é dura.
A Lei n. 5.627/1970 reza, em seu art. 2º, que “Os administradores e conselheiros fiscais das Sociedades de Seguros ou de capitalização, que entrarem em regime de liquidação extrajudicial compulsória, ficarão com todos os seus bens indisponíveis, não podendo os referidos bens ser vendidos, cedidos ou prometidos vender, vedada a constituição de ônus reais sobre eles” e “atingirá todos aqueles que tenham exercido as funções nos 12 (doze) meses anteriores ao mesmo ato”. Uma pena, pois liberará de responsabilidade os maiores responsáveis cujos nomes, por ações e omissões, estão registrados em diversos processos na Justiça, no MPF e na SUSEP. E mais: Os administradores e conselheiros, cujos bens sejam declarados indisponíveis, somente poderão ausentar-se do lugar da liquidação mediante prévia autorização da SUSEP.
Aqui a relação dos atuais responsáveis pelo que está acontecendo, segundo lista divulgada pela SUSEP. Publico para que os associados fiquem sabendo seus nomes e, de repente, ajudem a pressionar essa gente, para que deem explicações sobre o que está acontecendo e, até para exercerem o direito de ampla defesa e contraditório (este blog sempre esteve à disposição - Direito de resposta).

Alertas não faltaram. A CONFIANÇA, a rigor, nunca deu retorno ao GBOEX. Sempre foi administrada (pelo menos nos últimos 20 anos) por gente que saiu dos quartéis, sem experiência em um negócio que exige cada vez mais especialização. Sem qualquer esforço de venda, o seguro de acidentes pessoais que foi inserido junto com o pecúlio para todos os sócios do GBOEX é umas 3 ou 4 vezes mais caro do que os de mercado, ou seja, os sócios do GBOEX, há mais de vinte anos compulsados que foram a pagar muito, mas muito mais caro mesmo, por um seguro de acidentes pessoais, para sustentar a CONFIANÇA.
Nos últimos anos duas equivocadas operações abateram o já cambaleante equilíbrio da seguradora. A mais recente foi a compra de um CDB junto ao liquidado banco BVA com a perda de uns R$ 10 milhões.
A primeira: quando foram estabelecidas novas regras de solvência para o mercado segurador brasileiro, trazendo significativas modificações estruturais no processo de constituição ou aumento do capital mínimo exigido para atuação das seguradoras, para aumentar da solidez do mercado e dar maior credibilidade por parte dos consumidores.
As normas implantadas em 2008 exigiam que o Patrimônio Líquido Ajustado (PLA) fosse maior ou igual ao Capital Mínimo Requerido (CMR), fixado em função do perfil de operação da seguradora (produtos e área de atuação).
Naquela ocasião as seguradoras se ajustaram operando variáveis como regionalização, fusões, incorporações e resseguros. Como exemplo: caso da Marítima Seguros, uma das maiores seguradoras do País entre as chamadas independentes. Tão logo surgiram as novas normas da SUSEP, uma força-tarefa de executivos dedicou-se a uma dupla missão para garantir o futuro da empresa. REDUZIR CUSTOS: enxugar a empresa com o fechamento de, ao menos, dez filiais e com a demissão de funcionários. CAPITALIZAR: contatos com grupos internacionais buscando um aporte de capital que atendesse às normas da SUSEP e para resguardar o grupo das sanções do órgão fiscalizador, que vão de multa à intervenção.
Isso em seguradoras, como a Marítima, operadas por profissionais experimentados, mas o que fizeram os oficiais do Exército que comandam o GBOEX, sem experiência no mercado segurador? Simplesmente despejaram na seguradora o capital exigido para que continuasse a operar como vinha operando. Resultado: lá se foi a metade dos imóveis do GBOEX cuja função estatutária é garantir o pagamento futuro dos pecúlios.
Tudo isso deveria causar indignação nos associados a ponto de se transformar em uma ação dura de repulsa contra este grupo que comanda o GBOEX com o que o MPF já qualificou como uma “má gerência administrativa”. Deveria, mas a passividade dos associados é concreta, a ponto de dar segurança aos que comandam o GBOEX de que nada têm a temer.

E, agora, eu pergunto ao Renk, líder deste grupo, mesmo sabendo que ele não responderá: o que o CD vai fazer ou já fez para apurar responsabilidades quanto à perda de mais de R$ 20 milhões em aplicações no banco BVA? O que vai fazer diante de tão grave situação? Vai deixar que seja queimado o restante do Patrimônio do GBOEX?