sexta-feira, 30 de maio de 2014

CONFIANÇA: ESCLARECIMENTOS NECESSÁRIOS E URGENTES



Diante do absoluto silêncio do GBOEX quanto às denúncias que vêm sendo feitas sobre a dilapidação do Patrimônio da entidade cuja função estatutária é a garantia do pagamento dos pecúlios, reiterei ao presidente do CD e do GBOEX, coronel Renk, a solicitação feita quando recebi informações sobre a venda da seguradora Confiança (Luzes sobre obscuridades). E reiterei na forma mais clara possível, na forma de um questionário, para não deixar dúvidas, com respostas que poderiam ser um simples SIM ou NÃO, salientando que o seu silêncio seria considerado como a confirmação das informações que recebi.

Trata-se de esclarecimentos necessários e urgentes porque a dilapidação do Patrimônio do GBOEX já foi assumida pela SUSEP, conforme será mostrado.

Desde o ano de 2011 venho alertando que o Patrimônio do GBOEX começaria a ser sugado pela insolvência da Confiança (Os sumidouros do patrimônio do GBOEX, 17/4/2011), que estava sendo cometido um desfalque patrimonial que poderia se caracterizar uma fraude aos credores que somos todos nós, associados do GBOEX, pois o GBOEX estava se desfazendo do que, por força do Estatuto, garantiria o pagamento futuro dos pecúlios (Fraude contra credores, 17/8/2011), porque a Confiança estava em uma insolvência sem perspectiva de reversão (O GBOEX e o buraco da CONFIANÇA, 14/10/2013) o que foi reiterado dois meses depois diante do agravamento da situação (A insolvência da Confiança, 12/12/2013). E esta situação de insolvência foi apontada no Balanço Patrimonial do Grupo GBOEX e acusada pelos peritos do MPF.

Deixemos que o Parecer Técnico ASSESP PR/RS N° 038/2014, da Assessoria Pericial do MPF, continue:

“Essa conjuntura econômico-financeira de resultados negativos determinou à Confiança a condição de insolvente após realizados os ajustes de adequação de capital. Somente diante desta situação a SUSEP celebrou em 02.12.2013, Termo de Ajustamento de Conduta – TAC intervindo para alienar ativos destinados ao pagamento de empréstimos da Confiança junto a instituições financeiras”.

A intervenção da autarquia (SUSEP) transparece ter sido realizada tardiamente, pois representa providência reativa, em vez de ter atuado proativamente ou preventivamente como seria sua atribuição, sendo que os resultados negativos e o excesso de despesas administrativas já sinalizavam necessidade de atuação na Confiança. Ademais, a simples alienação de ativos, medida adotada pela seguradora por determinação da SUSEP , mas que desvinculada de ações que visem à redução de despesas, dificilmente logrará no êxito desejado. Demonstra-se o impacto patrimonial das despesas administrativas do Grupo (GBOEX)”.


Conforme se verifica na tabela, o período considerado é 2010-2013, período em que tramita o ICP 20/2010-97, quando as Despesas Administrativas do grupo GBOEX cresceram 46,35% e o Patrimônio Líquido sofreu uma queda de 44,59%.


 A Assessoria Pericial do MPF também acusou que a SUSEP somente se preocupou em resolver a insolvência com a venda dos ativos, dos imóveis, conforme se nota na Cláusula 4ª do TAC: “A Compromissária (Confiança), obriga-se quando solicitar a liberação de parcela de ativo garantidor destinado ao pagamento de empréstimo junto à instituição financeira, a encaminhar lista dos imóveis com proposta, intenção ou expectativa de venda imediata, e o valor necessário para liquidar a obrigação sobre o imóvel destinado à venda, na forma do ANEXO I que fica fazendo parte integrante do presente termo de Ajustamento de Conduta” (não está grafado no original).

Atente-se para dois detalhes:

O primeiro: a proposta deste TAC foi formulada no bojo do processo SUSEP n. 15414.002232/2011-79, ou seja, processo aberto justamente no ano de 2011 quando comecei a alertar sobre a transferência dos imóveis do GBOEX para a Confiança.

Segundo: o Balanço Patrimonial/junho 2013 (Nota 8 – Empréstimos) registra o seguinte: “A Companhia obteve empréstimos bancários, a taxas de mercado, sendo que, para o empréstimo no valor de R$ 12 milhões realizados junto ao Banco Máxima, em abril de 2012, o valor de R$ 10 milhões realizados junto ao Banco Daycoval em agosto de 2012 e o valor de R$ 12 milhões realizados junto ao Banco Domus em janeiro de 2013, foram entregues a título de garantia, imóveis registrados no Registro de Imóveis da 1ª Zona – Porto Alegre/RS, conforme quadro abaixo”:


Conclusão:

A Confiança contraiu três empréstimos em bancos considerados de, no máximo, 2ª linha, no total de R$ 34 milhões com a entrega de imóveis como garantia.

A SUSEP deixou a Confiança se endividar, contrair empréstimos dando os imóveis transferidos do GBOEX, nada fez para que o grupo GBOEX reduzisse despesas e, agora, intervém com um TAC para garantir o pagamento dos empréstimos feitos por bancos que sabiam que a Confiança estava insolvente.

Resultado: A Confiança está insolvente e tudo indica que assim continuará, o GBOEX aproxima-se da insolvência (parecer do MPF) e os imóveis foram dados em garantia de empréstimos. E o que fará o GBOEX quando ficar insolvente, sem os seus ativos garantidores, seus imóveis?

Por isso tudo são necessários e urgentes esclarecimentos porque a dilapidação do Patrimônio do GBOEX já foi assumida pela SUSEP.

Diante do insucesso das minhas investidas para que o coronel Renk prestasse esclarecimentos, divulgo o questionamento feito, para dar conhecimento aos associados, antes que o resto do patrimônio do GBOEX evapore, pois este TAC vai monitorar o desmonte do patrimônio com a venda dos imóveis para o “pagamento de empréstimo junto à instituição financeira”, até o ano de 2015 .


1.   Procede que o GBOEX firmou acordo de gaveta para a venda da Confiança Cia. de Seguros que seria oficializado (de fato) no segundo semestre deste ano, após o saneamento da seguradora pelos compradores?
2.      Procede a informação de que, no dia 31/03/2014, foi realizada uma Assembleia Geral Ordinária (AGO) em que foi eleita a nova diretoria da Confiança, para os próximos três anos, composta de quatro diretores: Marcelo Cabelleira (Presidente), Jack Pogorelski, Alexandre Carneiro e Gerson Camargo?
3.  Procede que Marcelo Cabelleira, Jack Pogorelski e Alexandre Carneiro foram indicados, pelos compradores, como seus representantes, com poderes de administração imediatos?
4. Procede que Alexandre Carneiro, que participa da direção do Banco Máxima, é representante dos interesses do banco no negócio (compra da Confiança)?
5.   Procede que foi lavrada e firmada pelo presidente e secretário a ata da AGO com as qualificações dos eleitos, cargos e definições das responsabilidades de cada diretor junto à SUSEP e que no dia seguinte (01/04/2014) os eleitos já compareceram na sede da seguradora e passaram a exercer e responder pelas respectivas funções com amplos poderes de gestão?
6.   Procede que, por ocasião da referida AGO, se encontrava na sede da Confiança uma equipe da SUSEP realizando inspeção e que solicitou cópia da Ata da AGO e que tal documento foi entregue?
7. Procede que, após alguns dias da eleição, Alexandre Carneiro, diretor eleito e representante do Banco Máxima, diante do resultado das apurações realizadas nos registros contábeis da seguradora comunicou verbalmente aos interessados que recusava a nomeação e que o Banco Máxima estava se retirando do negócio não possuindo interesse nas ações da seguradora?
8.     E que, com a desistência do Banco Máxima e diante da iminência de perder o negócio que havia conseguido sem nada investir, Cabelleira procurou a direção do GBOEX e se comprometeu a buscar novos investidores precisando, no entanto, permanecer no negócio e na direção da seguradora?
9.    Procede que uma vez que a Ata da AGO não tinha sido ainda encaminhada à SUSEP para conhecimento e homologação, devido a desistência do diretor representante do banco, o presidente eleito Cabelleira sugeriu à direção do GBOEX que fosse elaborada uma nova Ata excluindo o diretor Alexandre Carneiro para que somente constasse a eleição de três diretores, Marcelo, Jack e Gerson com o que concordou o GBOEX, elaborando nova ata?
10.  Procede que, diante da simulação de refazer a Ata da AGO e, por não concordar com decisões dos demais diretores, consideradas por ele, prejudiciais à empresa, Gerson Camargo renunciou ao mandato, afastando-se imediatamente?
11. Procede que a dita ata, depois de alterada, foi protocolada na SUSEP por determinação do seu novo presidente, Marcelo Cabelleira?

Todos estes fatos, comprovadamente, afetam o patrimônio do GBOEX e me dão o direito, como sócio participante-efetivo, de fazer o possível para evitar a sua dilapidação.

terça-feira, 20 de maio de 2014

Obscuridades na CONFIANÇA

Algo muito sério está acontecendo na seguradora CONFIANÇA, controlada quase que integralmente (99,964%) pelo GBOEX e que está sendo ocultada dos seus associados que estão vendo a dilapidação do Patrimônio da entidade com a insolvência da CONFIANÇA. Patrimônio para garantir os pecúlios, formado antes de este grupo de oficiais que comandam a entidade, desde os anos 80, sem qualquer oposição, e que, agora está sendo dilapidado por uma “má gerência administrativa”, na avaliação do Ministério Público Federal (Os coveiros do GBOEX).

Como autor da representação, feita em janeiro de 2010, contra Conselheiros e Diretores do GBOEX e SUSEP, pelas perdas patrimoniais sofridas pela entidade, recebi cópia do PARECER TÉCNICO ASSESP PR/RS N° 038/2014, emitido, em 10/4/2014, pela Assessoria Pericial do Ministério Público Federal, nos autos do Inquérito Civil Publico (ICP n. 020/2010-97).


Neste parecer, a confirmação de todas as denúncias que venho fazendo. Dilapidação do Patrimônio do GBOEX. Insensata aplicação financeira no liquidado Banco BVA. Tardia e incompleta intervenção da SUSEP. Todos, assuntos que serão tratados em outra ocasião. Fica somente uma conclusão para mostrar a dilapidação do patrimônio.

“Adicionalmente, destaca-se que em 2012, a Confiança já acumulava prejuízos de R$ 48.193.000, os quais adicionados ao prejuízo de 2013, perfizeram substanciais R$ 85.588.000, que foram suportados quase que exclusivamente pelo Patrimônio do Grupo GBOEX. Esta conjuntura econômico-financeira de resultados negativos determinou à Confiança a condição de insolvente após realizados os ajustes de adequação de capital. Somente diante desta situação a SUSEP celebrou em 02.12.2013, Termo de Ajustamento de Conduta – TAC intervido para alienar ativos destinados ao pagamento de empréstimos da Confiança a instituições financeiras”.

Neste cenário começou a surgir uma boataria de que mudanças estavam acontecendo na CONFIANÇA. Fui verificar no portal do GBOEX se havia alguma notícia, nada. No portal da seguradora, nada de novo. Permanecia a mesma diretoria.


Recorri ao Google e, para minha surpresa, vários releases comunicando a eleição do presidente e de três diretores com a foto do coronel presidente do GBOEX dando posse ao novo presidente da CONFIANÇA.


Obscura e surpreendente mudança que o coronel Renk vai ter que explicar, pois, recentemente, para evitar desgastes para o GBOEX com uma campanha de mobilização dos associados para convocar uma Assembleia Geral, pedi que fizesse tal convocação para que os associados tomassem conhecimento da situação patrimonial da entidade, recusou, alegando que “todos os interesses do quadro social” já estavam “tutelados, com a mais absoluta segurança”. E mais: que “variação de patrimônio líquido, Termo de Ajustamento de Conduta entre SUSEP e Confiança Cia. de Seguros e o aludido Inquérito Civil Público não são, a toda evidência, passíveis de apreciação e deliberação pela Assembleia Geral por qualquer prisma de análise”, pois “todos esses itens já estão solucionados, e bem solucionados, sob o devido gerenciamento da administração do GBOEX em respaldo das superiores garantias ao quadro social”. E arremata informando que tal decisão conta com a unanimidade do Conselho Deliberativo.

Todos estes assuntos serão tratados no seu devido tempo o que não livra o coronel presidente do GBOEX de prestar os seguintes esclarecimentos sobre esta obscura operação, para que não fiquem dúvidas para os associados e o mercado:

Pela nota do bem informado Jota Carvalho/JRS vê-se que foram realizadas mais de uma assembleia (AGO). Uma foi para a eleição, mas e a outra? Alguma mudança acionária que leve à perda do controle da seguradora, pois da diretoria anterior só ficou um?

Marcelo Cabeleira: quem é, de onde vem, o que fez, o que vai agregar? Qual a razão de substituir o coronel Munró que, depois de uns dez anos em funções de direção/gerência, presidiu a seguradora nos anos de 2008, 2009 e 2010 para voltar à presidência nos anos 2012 e 2013, depois de passar 2011 como presidente do CD e do GBOEX?

Qual a razão do retorno, na equipe do presidente eleito, de Jack Pogorelski, visto que, no passado recente participou da direção da seguradora e, segundo consta, foi exonerado?

E Alexandre Carneiro, totalmente desconhecido. No Google a informação de que “há 25 profissionais chamados Alexandre Carneiro, no Brasil”. Será que se trata de Alexandre de Lucchi Carneiro, diretor do Banco Máxima, considerando empréstimo de R$ 12 milhões, contraído em abril de 2012, com prazo de 48 meses (12 meses de carência), para o qual foram entregues, em garantia, imóveis no valor de R$ 15 milhões?

A SUSEP já homologou a nova diretoria?

E, como sempre, o Conselho Deliberativo do GBOEX deve ter aprovado tudo, por unanimidade.


Aguardarei os esclarecimentos do coronel Renk, mas, como não confio na alardeada transparência, vou tratar de me informar sobre esta obscura operação, para informar àqueles que ainda se interessam em proteger o patrimônio formado para garantir o pagamento dos pecúlios, mas que está sendo dilapidado, de forma inconsequente e irresponsável.  

quarta-feira, 19 de março de 2014

CUIDADO COM A ARAPUCA

Encontrei-me com um colega e um dos assuntos que sempre vem a pauta quando nos encontramos é o GBOEX. Queixou-se que a mensalidade havia chegado a um valor insustentável para ele e que havia procurado o GBOEX e que o assunto tinha sido resolvido.

Perguntei-lhe qual a solução dada pelo GBOEX. “Coronel, qual o valor que o senhor quer pagar?” e ele deu um valor e prontamente assinou um documento encerrando o caso.

Naquele exato momento ele tinha colocado o pé na arapuca e expliquei a razão ao meu amigo de mais de 60 anos (desde os tempos de vila militar em São Borja).

O que ele fez, aliás, o que fizeram foi a sua EXCLUSÃO do plano de pecúlios Taxa Média que, desde os tempos em que nele ingressamos nos anos 60, já sabiam que não poderiam cumpri-lo, no dizer do Ministério Público Federal (Os coveiros do GBOEX), e a sua INCLUSÃO no plano Vida Longa GBOEX.



Vou explicar a razão de considerar esta operação uma ARAPUCA:

Primeiro que esta operação é aplicada em pessoas idosas que já não suportam mais o ilegal reajuste (na avaliação do MPF) da mensalidade do seu plano de pecúlios ou que foi enganada por uma operação já denunciada (Só quem lucra são os corretores (1) e Só quem lucra são os corretores (2)).

Segundo porque o associado passará dois anos sem a cobertura plena, pois a carência deste plano novo é de dois anos. Curioso que no folder do plano Vida Longa GBOEX não consta, entre os destaques a carência de dois anos, resumindo-se ao inocente “sem carência para morte acidental”.

Terceiro porque este novo plano, além da atualização monetária anual na contribuição e no benefício (art. 16), prevê que “o valor das contribuições sofrerá acréscimo anualmente em decorrência da mudança de idade do participante e consequente aumento do risco, com a finalidade de manter o equilíbrio atuarial, financeiro e econômico do plano, na forma da lei” (art. 18). Este impoluto “na forma da lei” passa uma segurança de que existe uma lei que regula este reajuste na mensalidade. ENGANO!

O que a lei manda é manter o plano equilibrado e manter equilibrado um plano com uma massa na faixa dos 75-80 anos só com reajustes cavalares, com a agravante de que a receita deste plano não está sendo usada para capitalizar uma reserva, mas para cobrir o déficit do plano Taxa Média, conforme já cansativamente explicado nos diversos textos deste blog.

Arrisca-se o associado que cair nesta arapuca a ter de procurar o GBOEX novamente por não suportar a elevação da nova mensalidade. E não venham me dizer que arapuca é algo que se cai sem saber e que, neste caso, bastaria ler no regulamento do plano, porque o meu colega, que considero um “fora de série”, um dos mais inteligentes dos meus colegas, não leu (assim como a maioria) pelo simples fato de que ainda acredita naqueles que dirigem o GBOEX.

Registre-se que a associação dos planos do GBOEX com uma arapuca não é minha, mas da CPI da Previdência Privada (Câmara dos Deputados, 1996), ao considerar o calote que foi armado lá nos anos 60 com a venda de planos sem consistência atuarial, conforme constatou a dita CPI e confirmou o MPF, em parecer nos autos do Inquérito Civil Público que se encontra na sua fase final.

sexta-feira, 14 de março de 2014

A desinformação das pequenas corretoras

Recebi e-mail (14/03/2014 08:27) de uma jovem corretora de Santa Catarina que se mostra estupefata diante da realidade do GBOEX e de sua corretora CONFIANÇA comparada com a propaganda oficial. E isso só foi possível porque ela acessou ao blog Sócios do GBOEX.



E pergunta: “o que nós corretores de pequeno porte que sequer sabíamos de alguma coisa e nos deparamos agora com a situação já avançada podemos fazer?”.

Depois que li o e-mail desta jovem que trabalha em uma corretora de pequeno porte que, como registra, “nunca foi uma vantagem imensa e sim um sustento”, fiquei pensando que existem milhares dessas pequenas corretoras que fazem o contato direto com o consumidor que nelas confiam. “Pessoas de caráter e dignidade”, como ela diz, que acabam se comprometendo pela desinformação provocada pela propaganda enganosa e, principalmente, pela omissão, ou mesmo, conivência, de quem deveria proteger o consumidor. Vejamos alguns casos para ilustrar:

 A CONFIANÇA está irregular há mais de três anos

A SUSEP não emite certidão de regularidade para a CONFIANÇA, no mínimo, desde 12/7/2011, data da certidão mais antiga que disponho (O GBOEX e o buraco da CONFIANÇA).

A Lei Complementar 109/2001 (art. 37, III) estabelece que o “patrimônio líquido (PL) não poderá ser inferior ao respectivo passivo não operacional (PNO)”. E o gráfico mostra que na CONFIANÇA o seu PL se mantém menor do que o seu PNO, desde, outubro/2009. Ou seja, apesar de a lei não permitir, a SUSEP permite que a CONFIANÇA opere em situação de insolvência.



Apesar de alertado que na primeira crise de insolvência (setembro/2006 a julho/2007) a CONFIANÇA consumiu a metade dos imóveis do GBOEX (Fraude contra credores) e que esta segunda e prolongada crise de insolvência (a partir de outubro/2009) poderá consumir o restante (O GBOEX e o buraco da CONFIANÇA), NADA FOI FEITO.

Os velhos associados continuam sendo enganados

Os velhos associados do GBOEX vêm sendo assediados por corretores suportados pelo GBOEX que os enganam e ganham fortunas em comissões. Quase 800 mil ingressaram sem querer (enganados ou para conseguir um empréstimo) e depois pediram o cancelamento, sem direito a devolução das mensalidades (Sócios: uma massa desamparada). O incrível é que isso vem acontecendo com uma massa de milhares de idosos e, até hoje, ninguém interrompeu estes absurdos. NADA FOI FEITO.


Reajustes ilegais

Apesar de o Ministério Público Federal já ter considerado ilegal o reajuste das mensalidades que vem sendo feito com o objetivo de expulsar os velhos associados (Os coveiros do GBOEX) nada aconteceu além de uma avalanche de pedidos de exclusão de gente que pagou mais de 50 anos e que sairá perdendo tudo. NADA FOI FEITO.

Apesar de alertado (Reajuste abusivo e imoral) milhares de associados do GBOEX que integram o plano Faixa Etária pagam dez vezes mais do que o devido para compensar o déficit do plano Taxa Média que responde, praticamente, pelo resto da arrecadação social. Apesar de abusivo e imoral porque se aproveitam de uma massa de idosos, pouco esclarecida sobre assuntos de pecúlio e que sempre confiou na seriedade de uma entidade dirigida por oficiais do Exército. NADA FOI FEITO.

Conclusão: apesar de tudo isso, este grupo de oficiais do Exército que comanda o GBOEX, desde 1981, continua auferindo salários na faixa dos R$ 15 mil aos R$ 30 mil, insensíveis ao calote que está sendo aplicado e ao desgaste que estão causando ao Exército, porque os órgãos que deveriam proteger os associados tem se mostrado OMISSOS ou CONIVENTES.

Respondendo a pergunta sobre o que os pequenos corretores podem fazer: DIVULGAR A VERDADE indicando o blog Sócios do GBOEX e o contraditório com o Coronel Sérgio Renk, presidente do GBOEX (renk@gboex.com.br ).

quarta-feira, 12 de fevereiro de 2014

Notícias do ICP do GBOEX

Solicitado sobre o andamento do Inquérito Civil Público que investiga o GBOEX com base na representação feita em janeiro de 2010 em que são apontados, por ação e omissão, conselheiros, diretores e a SUSEP como responsáveis pelas perdas patrimoniais que levaram o GBOEX a esta difícil situação, acabo de receber e-mail do assessor do Procurador da República, presidente do ICP 20/2010-97 com uma boa notícia: o presidente do ICP determinou que os autos do inquérito fossem encaminhados à Assessoria Pericial para que complementasse a análise feita considerando a resposta dada pela SUSEP e a manifestação do interessado (Péricles).



Concluída a análise, será feita uma reunião da Assessoria Técnica com o Procurador da República para “subsidiar a adoção de providências pelo Ministério Público Federal”.
Vejamos o que dizem os três documentos que servirão de base para a conclusão do ICP. Conforme já explicado (ICP do GBOEX), as providências a serem adotadas pelo MPF poderão ir do ajuizamento de uma Ação Civil Pública ao arquivamento não descartados nova prorrogação, ou mesmo, a celebração de um compromisso de ajustamento de conduta. De qualquer forma já ficou claro nos autos a confirmação de duas das acusações feitas: INSOLVÊNCIA ESTRUTURAL E MÁ GERÊNCIA ADMINISTRATIVA.
O Parecer Técnico ASSPER PR/RS n. 082/2011, da Assessoria Pericial do MPF (trechos do parecer, abaixo):





(...)
(...)
(...)



“A delação apresentada procura, em síntese, demonstrar que a delicada situação econômico-financeira enfrentada pela empresa deve-se a um grupo de militares que, sem oposição no Conselho Deliberativo da entidade, vem comandando o GBOEX desde o início dos anos 1980, não cumprindo normas que regulam empresas de previdência privada, contando, ainda, com a sistemática contemporização e omissão do órgão público federal (Superintendência de Seguros Privados – SUSEP) que deveria fiscalizá-la”.

Em sua defesa, o GBOEX afirma ser uma empresa financeiramente saudável, constantemente monitorada pela SUSEP.

O parecer conclui sugerindo que a SUSEP submeta o GBOEX ao regime especial de direção fiscal, com vistas a resguardar direitos e interesses dos associados, devido a “irregularidades e desequilíbrio atuarial crônico, informados nos Relatórios de Fiscalização”. O parecer, no entanto, silencia sobre a parte da denúncia que se refere à “sistemática contemporização e omissão” da SUSEP, apesar desta não ter rebatido uma sequer das sete falhas de fiscalização apontadas na denúncia, desde 1980.

Encaminhado à SUSEP, em 25/9/2012, o parecer da Assessoria Pericial do MPF, teve retorno um mês depois, limitando-se a encaminhar três pareceres técnicos, “cujos termos são autoexplicativos”, sem fazer qualquer comentário sobre a sugestão feita de submeter o GBOEX ao regime especial de direção fiscal.


Nos pareceres a confirmação de que o GBOEX, acolhendo sugestão da SUSEP, estava aplicando os reajustes na contribuição (considerados ilegais pelo próprio MPF) de forma a torná-la insuportável pelo associado, forçando-o a pedir exclusão, depois de mais de 50 anos como associado. Que a SUSEP não só faz vista grossa como estimula a cobrança acima do necessário, no plano Faixa Etária, para compensar o déficit do plano Taxa Média e a venda dos planos Vida Longa GBOEX com os absurdos já apontados em Só quem lucra são os corretores (1) e Só quem lucra são os corretores (2) que lesaram milhares de velhos associados com a transferência de milhões de reais para o bolso de espertos corretores e seus parceiros.


Desta forma, dentro de pouco teremos uma definição sobre este caso que já passou dos quatro anos quando, então, conselheiros e diretores do GBOEX juntamente com a SUSEP deverão ser julgados pela participação que tiveram nas perdas patrimoniais causadas por uma “má gerência administrativa”, no entender do Ministério Público Federal. 

segunda-feira, 3 de fevereiro de 2014

Não banque o Judas


O GBOEX iniciou uma campanha em que o sócio indica amigos que poderão “usufruir dos benefícios de pertencerem ao quadro social de uma EMPRESA SÓLIDA, reconhecida em todo o Brasil” (grifado).


Assim como Judas você pode trair seu amigo, por trinta moedas. Basta indicá-lo para sócio do GBOEX. E digo trair por experiência própria, pois faço parte de uma massa de milhares de associados que passou mais de 50 anos pagando religiosamente a mensalidade para deixar um pecúlio para a família e que agora chegou à conclusão de que desde o início eles já sabiam que dariam o calote e quem constatou isso foi o Ministério Público Federal (Os coveiros do GBOEX): “Vislumbra-se que o plano de pecúlio que a GBOEX não corre risco de insolvência desde agora, ou recentemente, mas sim desde que começou a comercializar apólices de seguro que não teria como adimplir”.

Caso deseje TRAIR um amigo, mande seu nome, endereço e CPF para marketing@gboex.com.br que o GBOEX manda um corretor contatá-lo. Depois que o seu amigo cair na arapuca, a mesma que você caiu, o GBOEX vai lhe mandar um brinde no valor de R$ 30,00 e você, provavelmente perderá um amigo, pois logo ele vai sentir que caiu na arapuca.

Antes de cometer esta insensatez, informe-se, acessando o blog Sócios do GBOEX ou contatando um diretor ou conselheiro conhecido. Mas não banque o Judas porque seu amigo não merece.

terça-feira, 28 de janeiro de 2014

Sócios: uma massa desamparada

Um colega de turma, tenente de 64 como eu, acaba de enviar e-mail para sua lista com comentários sobre o último (des)informativo do GBOEX. Apesar de já ter feito, também, comentários sobre este (des)informativo distribuído para associados e o mercado (O (des)Informativo GBOEX, 26/12/2013), vou complementar os comentários do meu companheiro desde 1958, na velha EPPA.
Quanto à frase “Garanta hoje o futuro de quem é importante para você”:


Basta ver o que aconteceu conosco, tenentes de 64, que nos associamos pensando em garantir o futuro da nossa futura família e depois ficamos sabendo, já na casa dos 70 anos, que fomos enganados, conforme constatou o Ministério Público Federal: “Vislumbra-se que o plano de pecúlio que a GBOEX não corre risco de insolvência desde agora, ou recentemente, mas sim desde que começou a comercializar apólices de seguro que não teria como adimplir” (Os coveiros do GBOEX, 21/10/2012).
E o que me espanta é que esse grupo de oficiais do Exército que comanda o GBOEX, sem qualquer oposição, nos últimos trinta anos, com salários, é bom repetir, na faixa dos R$ 15.000,00 aos R$ 30.000,00, continua a enganar os jovens alunos das escolas militares. E o mais grave (não canso de repetir) é que essa arapuca só funciona com a conivência dos comandantes das escolas que apesar dos alertas continuam abrindo suas portas para que seus alunos sejam enganados. Vários alertas foram feitos em todos os escalões, mas não adianta, comandantes que seguramente não são associados do GBOEX, abrem as portas em troco de favores e doações. Estão ajudando para que outras gerações sejam enganadas como a nossa. São corresponsáveis pelo que respinga desta lama no nome do nosso Exército, como na explosão de indignação de um beneficiário contra atrasos no pagamento do pecúlio que chegou a taxar o GBOEX de esta instituição podre, dirigida por milicos podres!” (Os coveiros do GBOEX).

Procedem todas as constatações feitas pelo meu colega sobre a área de vendas, coincidindo com as dos textos Só quem lucra são os corretores (1) e Só quem lucra são os corretores (2). Vou acrescentar dois testemunhos: uma reclamação no site Reclama Aqui e um e-mail que recebi.
A reclamação da filha de uma viúva de militar (Marinha), sócia do GBOEX, 79 anos, recebe visita de corretor do GBOEX “dizendo que a empresa estava atualizando cadastros antigos” e preencheu formulário onde, depois, a filha viu que estava escrito “atualização do benefício”. Em agosto de 2011 ficou sabendo que “minha mãe havia ingressado em um novo plano no valor mensal de R$ 450,25”. Apesar das reclamações, no fim de novembro de 2011, ainda não havia cessado o desconto no seu contracheque, ou seja, a pobre senhora sofreu desconto de QUATRO parcelas de R$ 450,25. “Assim, já estou com a sensação de que além dos desgastes de ter que fazer tudo isso que fizemos, de nos sentir enganados por uma empresa que até então, confiávamos, minha mãe não vai receber esta devolução”. E não vai mesmo, pois eles alegam que a lei não permite (mas permite que apliquem o golpe na idosa). Destes R$ 1.800,00 (no mínimo) retirados desta senhora R$ 1.125,00 foram para a corretora e seus parceiros que o suportam, a título de agenciamento que, segundo consta e nunca contestado, equivale a 250% da mensalidade contratada (Só quem lucra são os corretores (2), abril/2013).




O e-mail é de um corretor que deixa claro que o GBOEX repassa informações do cadastro de associados para uma corretora “parceira” que age conforme testemunhado pela associada reclamante e que, coincidentemente ganhou todos os prêmios de produção que se tem conhecimento (Só quem lucra são os corretores (2), abril/2013).


Este o quadro típico do golpe aplicado em todo o Brasil e por mim testado mais de quatro vezes e que começa com uma ligação do GBOEX agendando uma atualização cadastral.

E quais as consequências deste assédio aos velhos associados?

Os números publicados pela SUSEP mostram que no período de janeiro de 2001 a novembro de 2013 ocorreram 792.844 cancelamentos. Este número é a maior prova da farsa que é a área de vendas cujo produto está expresso neste levantamento publicado pela SUSEP: quase 800 mil ingressaram sem querer (enganados ou para conseguir um empréstimo) e depois pediram o cancelamento, sem direito a devolução das mensalidades. A maioria foi enganada, pois em venda casada com empréstimo caiu muito depois que o GBOEX foi enxotado dos empréstimos consignados pelos bancos.

Em qualquer um dos casos (golpe ou venda casada) o associado contrata sem querer e deixa, no mínimo, pelo que se pode constatar no caso típico desta idosa, a comissão de agenciamento que é repassada à corretora.

Pelo que se nota nos testemunhos recebidos, pode-se estimar que a mensalidade média dessas, digamos, “atualizações de benefício”, não seja menor do que uns R$ 200,00. Considerando que, no mínimo, do associado é descontado (em seu contracheque) o valor para pagar a comissão de agenciamento de 250% à corretora (equivalente a dois meses e meio), poderemos estimar que no período de 2001 a 2013 foi retirado do bolso dos velhos associados R$ 396.422.000,00 (=792.844*2,5*200). Quase R$ 400 milhões com todos os abatimentos dados, em uma operação em que perderam os associados e perdeu o GBOEX que viu seu patrimônio definhar. Uma operação em que somente lucraram (e muito) as corretoras amigas e os seus amigos.

O incrível é que isso vem acontecendo com uma massa de milhares de idosos e, até hoje, ninguém interrompeu estes absurdos. A esperança é que o MPF encerre o Inquérito Civil que desde janeiro de 2010 está investigando. Segundo informação recente, a área de perícia está analisando a documentação enviada pela SUSEP o que nos leva a crer que está próxima a manifestação do Procurador da República no sentido de arquivar o inquérito (desde que devidamente justificado) ou peticionar por uma Ação Civil Pública quando a Justiça avaliará a responsabilidade de conselheiros e diretores do GBOEX e da SUSEP por ações e omissões.