sexta-feira, 10 de maio de 2013

O custo MLD ou o custo da arrogância e da ignorância.

A bronca que este pessoal que comanda o GBOEX tem comigo dura mais de quinze anos. E a causa é que eles sabem que sei (e provo) que eles vêm enganando os sócios desde que assumiram o comando em 1981. (E não adianta camuflarem-se com denominações de chama Renovação, Centenário, etc, etc), porque todos (mas todos mesmos) trazem a marca a fogo do velho MLD, aquele movimento Luta e Diálogo que o Iese criou lá nos anos 70 e que controla o GBOEX, desde 1981.

E que sei que são pautados por aquela máxima A+I=F, ou seja, ARROGÂNCIA associada à IGNORÂNCIA sempre leva ao FRACASSO. Saem dos quartéis direto para dirigir um negócio que exige, cada vez mais, competência.

Em 1997, convidado, pelo Iese, fiz uma exposição no Conselho em que mostrava a situação preocupante provocada pelo déficit atuarial maquiado, em 1991, por uma irregular duplicação dos planos de pecúlio e a necessidade de mudanças estruturais. E, principalmente, a inação dos conselheiros que passaram os anos 90 cumprindo expediente, como se no quartel continuassem, mas sem nada produzir. Acomodados na zona de conforto que o Iese espertamente criou ao estimulá-los a fixar seus salários no triplo do teto previsto no Estatuto. Nada foi criado, nada foi pensado no sentido de buscar uma alternativa para a anunciada morte que as projeções apontavam. Constatação: depois daquela exposição que fiz no Conselho, estive na sala do Lima Dias que era o presidente do CD e lhe disse que, pelas minhas informações, o GBOEX não passaria do ano 2010 e ele, botando a mão em cima de uns 20 cm de formulário contínuo (relatórios contábeis) disse-me que, pelas informações que dispunha o GBOEX não chegaria ao ano 2000.

Em 1998 o Lima Dias e o Xavier assumiram o comando do GBOEX, com a saída do Iese. Apresentei, então, uma proposta que me parecia uma saída para a difícil situação que vislumbrava para o GBOEX e que consistia em uma mudança estrutural que redundaria na redução das despesas administrativas dos então 17% (em relação à receita operacional) para algo da ordem de 5%. Chegaram a montar uma comissão para analisar, mas a conclusão foi que, embora o projeto fosse “interessante e arrojado, com objetivos definidos e que poderá ser atrativo”, “a referida proposta vai ao encontro as diretrizes emanadas pela atual Administração do GBOEX” por “criar reflexos frustrativos, não só na Superintendência de Produção como em outros setores”, ou seja, a proposta que fiz provocaria o enxugamento com o fechamento de centenas de vagas. As folhas inicial e final do citado relatório:



Resultado: as despesas administrativas mais do que dobraram. Em vez dos acenados 5% pelo Péricles, eles passaram a consumir quase 40% da receita operacional. Desfizeram todo o enxugamento feito nos últimos anos de Iese.
E, à medida que o tempo passava, iam se confirmando as minhas previsões e, para que os associados não ouvissem os meus alertas e denúncias, começaram a operação de desconstrução do Péricles, através de mentiras que espalhavam com os recursos do GBOEX. E o Renk foi um dos principais operadores, desde os tempos em que era o gerente em Santa Maria, o que lhe rendeu muitos pontos para subir na hierarquia do MLD.

O estrago produzido por amadores gananciosos e arrogantes

Uma avaliação sobre o que aconteceu no GBOEX, após a saída do Iese, mostra a infalibilidade da máxima A+I=F onde a arrogância associada com a ignorância só pode redundar em fracasso. O Iese saiu e deixou o GBOEX à deriva, na mão de gente que passou anos obedecendo a ordens, mas sem conhecimento do negócio que se tornava cada vez mais competitivo a exigir competência e profissionalismo.

O Custo MLD, o que esta gente causou de prejuízos para os associados e para o patrimônio do GBOEX, pode ser visto pelos registros da SUSEP e, somente em dois itens, contabilizam uns R$ 350 milhões.



Nesta tabela, constata-se que as Despesas Administrativas (DA) consumiram 41% da Receita Operacional (RO), em 1998, mantiveram uma média de 38% nos primeiros cinco anos, de 32% nos dez anos e de 28% nos quinze anos.

Na proposição que fiz a estimativa era reduzir as DA para a faixa dos 5 a 7% da RO. A tabela mostra o Custo MLD, a diferença entre o que gastaram em DA e o que poderia ser gasto, se tivessem pensado no GBOEX e nos seus milhares de associados, em vez de se preocuparem com “reflexos frustrativos” de quem saiu do quartel sem condições de disputar o mercado e que via aquela como a derradeira oportunidade de acertarem a vida: R$ 272 milhões!

A estrutura “moderna e eficiente” de Produção, montada para fazer o GBOEX “retornar ao mercado de forma agressiva e competitiva” não conseguia gerar num produto novo que não fosse a combinação do velho e surrado pecúlio que era vendido como brinde de assinatura de jornais ou como venda casada em empréstimos. Aliás, isso foi constatado pela CPI da Previdência Privada (Câmara dos Deputados, 1996) quando analisou o grupo liderado pelo GBOEX: “Legalmente ainda se enquadram como entidades de previdência, mas suas atividades não apresentam correlação que justifique esse enquadramento. O vínculo com a previdência privada se dá pela associação de pessoas via pecúlios, que nunca são comprados espontaneamente em função do produto, mas sim vendidos, acompanhados de promessas de empréstimos e outros artifícios. O pouco de receitas obtidas na venda de planos de renda é conseguido em decorrência do pagamento de comissões absurdas a vendedores”.

A alta rotatividade provocada pela venda casada com empréstimos e o assédio aos velhos associados com o plano Vida Longa GBOEX (Vendas no GBOEX ) está exposta na tabela abaixo onde se nota que o que entra em um ano sai no outro e o resultado foi a redução do estoque de pecúlios (26.793). O sujeito precisava de empréstimo, entrava como sócio, pagava o empréstimo e saia. O sócio constatava que tinha sido enganado pelo corretor, pedia exclusão. Ambos deixavam meses de contribuição.

Os balanços do GBOEX (DRE), divulgados pela SUSEP mostram que, a arrogância associada à ganância, transferiu do bolso de enganados associados e do patrimônio do GBOEX para espertos corretores quase R$ 68 milhões.  Dinheiro que saiu do bolso dos associados (únicos que ainda acreditam no GBOEX) passou pelos cofres da entidade e foi se acomodar no bolso de corretores e..... seus parceiros.


segunda-feira, 6 de maio de 2013

Resposta ao GBOEX (2)



Na primeira parte, avisei que iria dividir a resposta à nota de esclarecimento do Renk em duas: “uma sobre o GBOEX e outra sobre os ataques pessoais, as mentiras deslavadas que ele, Renk, vem repetindo desde os tempos em que era gerente da filial de Santa Maria e corria o interior RS repetindo os mesmos chavões que hoje utiliza para tentar esconder a realidade que aflora todos os dias, com irados pedidos de exclusão”.
Vou aproveitar para fazer uma retrospectiva sobre a minha participação no GBOEX para um melhor entendimento da minha relação com esta gente que comanda o GBOEX, depois que o Iese se afastou, em 1997.
No final de 1989, fui convidado por um colega de turma para reformular o sistema de comunicações do GBOEX, atividade que já exercia nas maiores empresas e bancos do RS. Este mesmo colega convidou o Lima Dias para assessorá-lo na reestruturação administrativa que estava empenhado. Os três tinham passado, em épocas diferentes, pelo curso de pós-graduação em Administração da UFRGS.
Ao longo dos anos 90 comecei a observar o dia-a-dia do GBOEX com a visão de consultor organizacional, para montar um moderno sistema de comunicações. Logo deu para ver que no GBOEX existia um que mandava e que os demais seguiam as suas determinações sem a mínima participação no processo decisório. E digo que viviam felizes porque o que mandava, mandava e se sentia feliz e os demais obedeciam, sem discutir, e se sentiam, também, felizes porque ganhavam um salário que não ganhariam em outro lugar para servirem de coadjuvantes de um só protagonista.
Meu trabalho exigia definições sobre propostas de mudanças e logo fui me posicionando junto ao Iese porque era o único que decidia. Diretores, a quem eu buscava definições em sua área, sugeriam que eu fosse perguntar direto para o Iese. E assim foi que eu só tratava com o Iese porque os demais não decidiam absolutamente nada e nem faziam questão de decidir. O Iese, pelo seu lado, se sentia no isolamento do poder, ou seja, não tinha com quem trocar ideias. Seus diretores não passavam de cumpridores de rotinas e de ordens que ele lhes dava. Nunca vi um diretor ou conselheiro contrariar uma decisão do Iese ou ponderar sobre determinação dada. Eu era o único que dava opiniões, argumentando diante de uma decisão equivocada. E o Iese me ouvia. E isso começou a criar uma ciumeira, mas a polarização começou mesmo com o Lima Dias que logo foi indicado pelo Iese para o Conselho Deliberativo (tudo no GBOEX só acontecia com a benção do Iese). Porque este ambicionava o lugar do Iese quando resolvesse se aposentar. E, diga-se, era o único que tinha estudado para isso.
Lá por 1993, Lima Dias presidia o Conselho Deliberativo e montou um grupo de trabalho visando implementar um programa de Qualidade. Nesta ocasião eu conversava muito com o Iese sobre novas ferramentas de gestão, em especial, sobre Reengenharia. O Iese, além de esperto, era o único que conhecia o business GBOEX. As mudanças começavam a surgir uma atrás da outra. E mudanças estruturais que implicavam mexidas na estrutura organizacional e demissões. Maquiavélico, ele espalhava que “o Péricles tinha dado a ideia”. Aqui a origem de o Péricles ser, mais tarde, considerado o “inimigo capital”.
Enquanto as ideias que o Péricles dava para o Iese causavam mudanças imediatas, os estudos do grupo de Qualidade do presidente do Conselho não saiam do papel. A razão? Muito simples: a aplicação de ferramentas de gestão como Qualidade e Reengenharia depende do conhecimento do negócio e do poder para mudar. E o Iese tinha os dois e o Lima Dias não entendia do business e não tinha poder algum, aliás, poder ele tinha, como presidente do CD, mas não o exercia porque todos se submetiam ao poder do chefão.
E no dia-a-dia eu via absurdos que poderiam ser resolvidos com recursos modernos como a terceirização de atividade-meio para potencializar o foco na atividade-fim. Via absurdos, gerava uma alternativa que reduzisse custos e aumentasse a qualidade e apresentava ao Iese. E assim fui contratado para uma série de serviços.
Voltemos ao que o Renk gosta de alardear, visando me desqualificar pelas verdades que venho publicando sobre o GBOEX (e que ele não tem como contestar). Na já mencionada carta aos associados ele repetiu que “Convém lembrar que a sua íntima ligação de negócios com administrações passadas, de 1994 a 1999, rendeu-lhes cerca de R$ 1.664.626,94, correspondente hoje a R$ 5.920.000,00, de acordo com o índice IGP-M”.
Considerando que o Renk sempre foi tido como de segundo escalão dentro do MLD, o grupo que comanda o GBOEX desde os anos 80, um “pau mandado”, homem de confiança dos que mandavam (e que começaram a se mandar diante do agravamento da situação), vou detalhar o que ele vem repetindo mecanicamente sempre que o mandavam “cair de pau” em cima do Péricles. Vou tentar, mesmo sabendo da dificuldade de ele entender por uma série de razões que não vem ao caso nomear. Mas vamos lá:
Sobre o faturamento no período de 1994-1999. Vou colar o que eles informaram ao MPF quando tentaram justificar a acusação que fiz sobre perdas patrimoniais e que acabou no relatório em que qualificou a atuação deles no GBOEX como a causadora das atuais dificuldades devido à “má gerência administrativa”.


  
Telecomunicações
Em 1994, propus a terceirização do sistema de comunicações, dada a experiência adquirida em contratos com bancos e indústrias de grande porte. Gerência, operação e manutenção com pessoal especializado. Engenheiros, técnicos e telefonistas.
A segunda coluna lista o faturamento da TELEDATA com um contrato de terceirização do sistema de comunicações (telefonia, telex, comunicação de dados) envolvendo o fornecimento de material e mão de obra para implantação, manutenção, remanejamentos e operação.
Do total anual, 37% são material aplicado nas obras (redes de cabos para telefonia e dados). Vou discriminar, sem considerar os materiais empregados, para o valor mensal previsto no contrato para jan/1995 (R$ 6.131,00), visto que este pessoal sai direto do quartel para dirigir o GBOEX e desconhece os custos incidentes na prestação de serviço. Supervisão envolve o gerenciamento dos trabalhos, contato com usuário, documentação. Operação: três telefonistas em tempo integral. Manutenção: técnico e auxiliar. E mais: vale transporte, auxílio refeição, assistência médica, telefonistas e técnicos substitutos nos impedimentos dos titulares, férias, 13º salário e demais encargos sociais.



CALOTE
O que o Renk não considerou aqui foi o calote que me deram. Quando foi encerrado o contrato apresentei as pendências que envolviam os técnicos extras empregados e reajustes previstos na legislação e que não tinham sido considerados, conforme previa o contrato.
Mesmo reconhecidos por uma comissão que avaliou as pendências, tentaram condicionar o pagamento a assinatura de uma carta na qual eu deveria reconhecer que as críticas que eu fazia à forma como administravam o GBOEX eram “fruto da raiva e da frustração de minhas expectativas” o que, obviamente, rejeitei. Abaixo, a minuta que me foi encaminhada pelo VP/CD coronel Carús e que depois, na tentativa de resolver o impasse, foi emendada pelo próprio presidente do CD, coronel Xavier, como pode ser visto.


Em suma: reconheceram a dívida, mas não pagam o que já paguei: funcionário, encargos trabalhistas, impostos, fornecedores.

Serviços gráficos
A impressão de revistas, informativos, mala direta e carnês que envolvam grandes tiragens e exijam qualidade demandam equipes de profissionais qualificados, impressoras diferenciadas (e caras) e uma série de atividades que passam pela postagem e vão até o monitoramento do processo (follow up). Caso típico de terceirização.
Na segunda coluna consta o faturamento feito com a Revista do GBOEX, com carnês de cobrança e com emissão de mala direta.

A Revista do GBOEX
Circulava um informativo para os sócios com uma tiragem de uns dez mil exemplares. Impresso no GBOEX, de péssima qualidade e eivado de erros de português. Um diretor, a cada nova edição, marcava os erros de ortografia e comentava com o Iese. Um dia, diante deste comentário, eu desafiei o Iese: eu faria uma revista pelo mesmo preço que eles pagavam por “aquela porcaria”. E mostrei um modelo que havia encomendado de uma agência de publicidade que me assistia. Resultado: fui contratado para seis edições com tiragem de 10 mil exemplares.
Montei uma equipe com jornalista e fotógrafo de primeira linha, agência de publicidade para editoria e artes e negociei a impressão com uma gráfica, também, de primeira linha. Saliente-se que a edição envolvia viagens da equipe com custeio de todas as despesas com passagens, hospedagens e demais despesas.
A empolgação com a prova da primeira edição foi tal que decidiram ampliar edição para 100 mil exemplares, para uma distribuição para todo o quadro social. Pergunta-se: para essa quantidade o preço não seria menor? Sim, mas desde que planejado, pois em uma das edições fui convocado pelo diretor que respondia pela ausência do presidente que me comunicou que a edição que já estava no prelo deveria ser reduzida pela metade (cinco mil) “por ordem do Conselho”, ou seja, nem o número mínimo acertado estava seguro.



A Revista estabeleceu um eficiente canal de comunicação através do qual os sócios buscam informações sobre a situação social, informam alterações de endereço, atualizam suas declarações de beneficiários e recebiam informações sobre produtos e sobre a situação do GBOEX. No curto espaço em que foi publicada e sem maior esforço gerou 1500 novas propostas de sócio e 500 propostas de seguro auto.
Quem fizer uma avaliação da gestão deste pessoal vai notar o amadorismo imperante e a falta de comprometimento com o futuro do GBOEX. O horizonte deste pessoal era o tempo estimado de sua permanência na entidade que não chegava a dez anos.

Carnês de Cobrança
Um quarto da arrecadação do GBOEX é feita através de carnês de cobrança. Na emissão destes carnês estava a origem do alto grau de inadimplência e de todos os problemas decorrentes: atrasos, erros, reclamações. Propus a terceirização e participei da concorrência feita. O GBOEX fornecia os arquivos e recebia os carnês para postagem, sem qualquer envolvimento de pessoal ou equipamentos no processo. Resultado: queda na inadimplência e redução de custos.
Os preços cobrados eram seguidamente cotejados com os de mercado porque seria uma vitória conseguir “ralar o Péricles”, descartando-o por um concorrente. Mas não conseguiam.
Esta a verdade sobre os meus “negócios com administrações passadas, de 1994 a 1999”. Esclareça-se que estas “administrações passadas” eram comandadas pelo mesmo grupo, o MLD. O Conselho foi presidido pelo Lima Dias e o Xavier (e que poderiam ter vetado qualquer negócio que não fosse bom para o GBOEX), os líderes desta campanha difamatória contra o Péricles e que o Renk deu continuidade pela absoluta falta de argumentos para rebater minhas acusações sobre a gestão lesiva do patrimônio do GBOEX.
Que o Renk conteste o que aqui registrei. O que não mais aceitarei são as mesmas mentiras deslavadas que, volta e meia, espalha entre os associados. Pela absoluta falta de argumentos para contestar as denúncias que faço sobre a lesiva gestão do patrimônio do GBOEX.


quarta-feira, 3 de abril de 2013

Vendas no GBOEX: só quem lucra são os corretores (2)


O GBOEX patrocinou a transferência de milhões de reais do bolso de seus velhos associados para espertos corretores.

O Informativo JRS acaba de anunciar a premiação TOP VENDAS GBOEX que, pelo quarto ano, entrega prêmios como reconhecimento pelo sucesso das vendas. Corretores fizeram jus a prêmios em dinheiro, quatro carros Gol 0Km e motos Titam 125 cc.

Vejamos qual foi o resultado desta operação TOP VENDAS que resultou, no período 2008-2012, segundo registros da SUSEP, em 387.043 Inclusões, mas acusou 414.079 pedidos de Cancelamentos.


414.079 Cancelamentos significam:
·      414.079 associados, na faixa dos 65 aos 80 anos, foram contatados pelo GBOEX para atualização cadastral;
·      414.079 visitas de corretores, se dizendo do GBOEX, para preencher a “atualização cadastral”, mas que na realidade se tratava de nova proposta de pecúlio;
·      414.079 contratos foram firmados pensando que se tratava de atualização cadastral;
·      414.079 novos contratos foram implantados;
·      414.079 comissões de agenciamento de 250% (segundo consta) foram geradas, ou seja, antes de o GBOEX ganhar um tostão, os corretores abocanharam mais de um milhão de mensalidades (414.079 x 2,5= 1.035.197) que foram retiradas dos bolsos dos seus velhos associados e repassadas para os corretores. Procede esta constatação porque somente cancela a inclusão em um plano de pecúlios quem foi enganado, só percebeu mais tarde e pediu o cancelamento. Basta uma investigação para comprovar.
·      Considerando uma contribuição média de R$ 200,00, significa que o GBOEX montou uma operação através da qual uma massa de milhares de associados, na faixa etária de 65 a 80 anos, foi assediada por espertos corretores, suportados pelo GBOEX (cadastro de sócios e funcionários para o primeiro contato, propaganda e presença de diretores e conselheiros em eventos promocionais pelo Brasil) e teria transferido para o bolso destes corretores a astronômica quantia de R$ 207.000.000,00 (duzentos e sete milhões de reais).
 
Para comprovar, algumas denúncias recebidas.
1.    Falsificação de assinatura, sem devolução das mensalidades cobradas
Uma advogada relata que um associado de 80 anos recebeu “visita de pessoas identificadas como representantes do plano e iriam apenas atualizar os dados cadastrais, pois fora associado desde 1963”, que “após algumas semanas, o associado recebera em seu contracheque o aumento de mais de 100% do valor pago” e que após solicitar cópia do contrato assinado, verificou constar não um, mas dois contratos sendo um com a assinatura falsificada de sua esposa. A advogada solicitou o “ressarcimento dos valores pagos” indevidamente, mas constatou ser impossível, diante da alegação de que a legislação não prevê. Aqui fica claro que as mensalidades descontadas dos contratos não são devolvidas.

 
2.      Após “atualização cadastral” mensalidade aumentou
O pai é oficial da reserva do Exército, 55 anos de sócio e 80 anos. Recebeu visita de representante do GBOEX e teve aumentado desconto no contracheque para valor incompatível com sua situação financeira.
 
3.      Idosa enganada em Minas Gerais
Casal entrou, nos anos 60, por acreditar nos militares, por acreditar “que o GBOEX é uma empresa séria”. Passaram a vida pagando. Ele morre e ela não sabe como receber o pecúlio. Ela recebeu a visita de corretoras que “praticamente a obrigaram a assinar um papel” e “disseram para ela que não receberia o valor total do pecúlio”.

 
4.      Comprovado: assédio aos sócios é nacional e com a cobertura do GBOEX.
Testemunho de coronel da FAB, residente no interior RJ.
 
5.      GBOEX dificulta cancelamento
Testemunho de ex-funcionário: “para cancelarem seus pecúlios, estão sendo obrigados a reconhecerem firma nas cartas de cancelamento”.

6.      Testemunho de corretor e notícia de jornal confirmam esquema
Corretor acusa corretora que diz ser privilegiada “pela diretoria do gboex que quer se perpetuar dentro da empresa como donos da empresa”, que “repassa informações de seus associados para esta corretora”, “a verdade é que o gboex entregou toda a listagem dos seus associados para esse corretor”. E continua: “os clientes que eram atendidos pelos vendedores dessa focatrua (sic) iam até a unidade para cancelar os planos e nós cancelávamos porque eram valores absurdos”. Alega ter “uma listagem gigante de clientes que foram passados para atrás (sic)”




Nota: o blog está à disposição do GBOEX e dos nominados para o contraditório.

terça-feira, 19 de março de 2013

Vendas no GBOEX: só quem lucra são os corretores

GBOEX dá mais uma demonstração de incapacidade ao insistir em vender um produto ultrapassado, o pecúlio, agora maquiado como plano Vida Longa GBOEX. Para comprovar basta verificar os registros da SUSEP que apontam, no período 2008-2012, que o GBOEX processou 387.043 Inclusões, mas acusou 414.079 pedidos de Cancelamentos.

Qual a explicação para tal absurdo, de uma empresa, em quatro anos, mobilizando diretores e conselheiros regiamente pagos, em viagens por este Brasil afora e um exército de corretores turbinados por generosa comissão de agenciamento, conseguir a façanha de encolher a sua carteira de pecúlios em quase 30 mil pecúlios?
A explicação começa pelo fato de que alvo é a massa de associados na faixa etária dos 70 aos 80 anos que, assediada por espertos corretores, acabam contratando sem saber ou por eles são induzidos a contratar o que não querem e acabam cancelando logo que percebem ou que se vêem livres do corretor. A rotina é a seguinte: ligam do GBOEX comunicando ao associado que estão fazendo uma atualização de dados cadastrais e que ele será visitado.

No dia marcado, uma pessoa se dizendo do GBOEX, se apresenta, abre um formulário e começa a preenchê-lo com dados do associado. Ao final, pede para que o formulário seja assinado e se despede.
Denúncias registram que, na entrevista, é repisado que “O GBOEX é do Exército”, que “o recadastramento do pecúlio é obrigatório” e que, no caso de pensionistas, “se não fizer um pecúlio perderá a pensão da Força Armada a qual pertence”. Sem saber, o associado acaba de assinar a proposta para ingresso no tal plano Vida Longa GBOEX o que alguns só vão perceber se forem verificar o valor descontado no contracheque. Existem casos de sócios que foram incluídos até pelo telefone. Gananciosos e inescrupulosos, corretores “embutiam mais R$500,00 de mensalidades em seus contracheques”, conforme registra uma das denúncias.

E o GBOEX alardeia o sucesso da venda de milhares de planos. Diretores correm pelo Brasil recebendo prêmios como campeões de vendas e distribuindo motos, automóveis e outros prêmios para corretoras e corretores. Desconhecem, no entanto, denúncias como a de um de ex-funcionário que agora se confirmam com os dados da SUSEP: “Números? O que adianta números? Eu fazia a inserção e observava a quantidade de cancelamentos de faixa que a empresa vem sofrendo. Então o que adianta números? Entra 10 e cancela-se 5, 6 ou mais? Que números são esses?”.
Não se pode esquecer que uma parcela destes cancelamentos deve-se à “expulsão” que começou a ser executada, a partir de 2007, com uma sucessão de reajustes da mensalidade visando forçar o sócio a pedir exclusão.
Tudo isso vem a confirmar o que já foi constatado: o GBOEX passou os últimos trinta anos explorando uma carteira de pecúlios condenada, enganando os associados e atropelando a legislação. Não foi capaz de evoluir, de acompanhar o mercado, de se tornar competitivo. Fruto, conforme já constatou o MPF, da “má gerência administrativa” de um grupo de oficiais do Exército que comanda a entidade com salários que dificilmente ganhariam no mercado, pela falta de experiência. Fruto da conivência da SUSEP, conforme já demonstrado (A participação da SUSEP no logro do GBOEX).
Transformaram o GBOEX em uma entidade obsoleta que somente se enquadra no ramo Previdência Privada pelo vínculo que mantém através de pecúlios que “nunca são comprados espontaneamente em função do produto, mas sim vendidos, acompanhados de promessas de empréstimos e outros artifícios”, conforme constatou a CPI da Previdência Privada (Câmara dos Deputados, 1996).

O GBOEX passou anos recorrendo à venda casada de pecúlios com empréstimos consignados (desconto em folha de pagamento) até que foi descartado pela concorrência dos bancos que se adonaram deste rico filão. Dados da SUSEP mostram que já no período 2001-2007, a rejeição era muito grande com os Cancelamentos quase igualando as Inclusões, conforme pode ser visto na tabela, pois o funcionário interessado em um empréstimo sem as formalidades de consulta cadastral aceitava a condição de contratar um pecúlio que depois era cancelado:
Enxotado do rico filão dos empréstimos consignados, restou ao GBOEX recorrer a “outros artifícios”, como o plano de pecúlios Vida Longa, centrando o alvo na massa de associados, na faixa dos 70 a 80 anos, os mais fáceis de enganar porque ainda acreditam nos militares.
Imaginem o prejuízo do GBOEX: paga uma comissão de agenciamento que, segundo consta, é de 250%, ou seja, as duas primeiras e a metade da terceira mensalidades ficam com o corretor. Imagine um plano de R$ 200,00/mês: significa que o GBOEX vai pagar R$ 500,00 de comissão para, depois, cancelar. Imagine, agora, o que ganharam nas costas do GBOEX que teve mais de 400 mil cancelamentos, além de motos e automóveis, despesas de viagens de diretores e gerentes que cruzam o país “bombando” vendas cujo resultado deve ter dado prejuízo para o GBOEX, mas bons resultados para os seus parceiros corretores.

terça-feira, 5 de fevereiro de 2013

Resposta ao GBOEX (1)


O GBOEX emitiu nota de “esclarecimentos” para rebater as denúncias feitas sobre a maquiavélica operação de expulsão dos 170.000 sócios que começaram a contribuir para a caixa de pecúlios, lá nos anos 60, e que deveria ter sido liquidada, em 1981, quando este grupo de oficiais do Exército assumiu o comando da entidade, integrantes que são do MLD – Movimento Luta e Diálogo, fundado por Iese Rego Alves Neves.
 
A nota tem a cara do Renk que se intitula Diretor-Presidente do GBOEX, o que não é. Na realidade ele é o presidente executivo porque o Presidente do GBOEX é o coronel Carneiro (art. 20 do Estatuto).
 
Em um texto de cunho apelativo busca atingir o lado emocional dos menos informados com deslavadas mentiras para desmerecer a fonte das denúncias sobre a inadequada gestão da carteira de pecúlios o que acaba de ser referendado pelo parecer do MPF que apontou como causa dos problemas atuais a “má gerência administrativa” de um plano de pecúlios que ao comercializarem, nos anos 60, já sabiam que não poderiam cumprir com o contratado.
 
Vou dividir a resposta a esta nota de esclarecimento do Renk em duas: uma sobre o GBOEX e outra sobre os ataques pessoais, as mentiras deslavadas que ele, Renk, vem repetindo desde os tempos em que era gerente da filial de Santa Maria e corria o interior RS repetindo os mesmos chavões que hoje utiliza para tentar esconder a realidade que aflora todos os dias com irados pedidos de exclusão.  
 
No fim dos anos 70, acusavam o grupo dominante que eles apearam do poder de que queriam “perpetuar-se, usufruir até a quebra final”, porque já sabiam que “a entidade extinguia-se, pois a falta de renovação do quadro social é uma doença fatal e incurável” e que “cumpria enganar os associados”, pois o MLD assumiu o poder e não só não liquidou o condenado plano de pecúlios como o duplicou, em 1990. Somente em 2003 a SUSEP detectou que o patrimônio da entidade vinha desde 1998 sofrendo perdas mensais da ordem de R$ 3.000.000,00. Isso só aconteceu porque eu, Péricles, denunciei e a SUSEP comprovou em fiscalização. Hoje, as perdas patrimoniais passam dos R$ 400 milhões. O GBOEX projeta perdas de R$ 560 milhões, até o ano de 2020.

Isso não é fruto de mentes iradas e alarmistas, mas oriundas de relatórios da SUSEP e do planejamento do GBOEX. Clique  Os coveiros do GBOEX e nos demais textos que verá a verdade até agora incontestável sobre o GBOEX.
 
Lamuriando-se sobre a feroz concorrência com grupos financeiros que dominam a previdência privada, orgulham-se, de que “diferente desses, o GBOEX prossegue suas atividades como uma das poucas entidades de previdência privada do país sem fins lucrativos”.
 
Orgulham-se de serem diferentes “desses”, as empresas de previdência privada dirigidas por profissionais experientes e preparados, cônscios de que tocam um negócio de bilhões de reais, Reconhecem que foram se tornando um “grupo de poucas entidades”, sendo o GBOEX dirigido por “militares conforme preconiza o seu Estatuto”, militares que saem dos quartéis, direto para exercer funções cada vez mais complexas em um mercado disputadíssimo. Não desconfiam que integram um grupo em extinção.
 
Esta conclusão não é minha, mas da CPI da Previdência Privada (Câmara dos Deputados, 1996), ao analisar GBOEX e demais entidades: “Legalmente ainda se enquadram como entidades de previdência, mas suas atividades não apresentam correlação que justifique esse enquadramento. O vínculo com a previdência privada se dá pela associação de pessoas via pecúlios, que nunca são comprados espontaneamente em função do produto, mas sim vendidos, acompanhados de promessas de empréstimos e outros artifícios”.
 
E continua o relatório da CPI: “Os montepios hoje se encontram reduzidos a 35 entidades, das quais 31 estão em operação. Os 3 maiores nesse critério, GBOEX, CAPEMI e APLUB, absorvem 80% do ativo global das entidades abertas sem fins lucrativos”.

GBOEX não evoluiu nos últimos cinqüenta anos permanecendo sempre uma caixa de pecúlios marcada por uma inconsistência atuarial de natureza estrutural, cujo déficit nunca foi enfrentado, mas “empurrado com a barriga” ao arrepio da legislação, nunca buscando uma solução tecnicamente correta, uma solução de mercado. Engessaram o GBOEX para que se mantivesse à altura das suas competências.
 
Os alegados “novos produtos com atrativos e diferenciais competitivos” não passam de combinações de pecúlio, seguro de acidentes pessoais e de um cartão de convênios que proporciona descontos na rede conveniada. A vantagem competitiva do empréstimo já não mais existe, diante da concorrência dos bancos.
 
Não participei da gestão Iese Rego Alves Neves, fundador do MLD e líder desse grupo de oficiais do Exército que comanda o GBOEX. Nunca fui empregado do GBOEX.
 
Em maio de 1997, todos se esforçaram para dar mais uma vitória para o velho MLD, reelegendo Iese para o seu último mandato como conselheiro, visto que já tinha anunciado que se afastaria no fim do ano da presidência executiva. Abaixo se vê fotos da eleição. Dezenas de ônibus que transportavam votos de cabresto, sendo que o mais forte celeiro era Santa Maria, cujo gerente era o atual presidente executivo, o Cel. Renk, homem de confiança para arrebanhar o maior contingente de votos de cabresto.
 
 Com a saída de Iese, assumiu a presidência do GBOEX o coronel Xavier ficando a Diretoria Executiva sob a presidência do coronel Lima Dias.
 
Em abril de 1998 concluiu-se a transição com a eleição de Lima Dias e Xavier, para Presidente e Vice do MLD, respectivamente.
 
Nas palavras de Iese, “para conduzir o GBOEX rumo ao ano 2000, com criatividade e competência”. Lima Dias, na nota “MLD – Rumo ao ano 2000”, distribuída para os associados, registrou os 17 anos de domínio do MLD: “Desde aquela época, o GBOEX tem progredido de forma extraordinária, tendo sempre sua Direção e seu Conselho Deliberativo sido escolhidos dentro da entidade que integram o MLD” e que “Hoje, o GBOEX é a empresa líder da Previdência Privada, e o MLD é o responsável por isto, não permitindo que aventureiros e interesseiros se aproveitem do patrimônio que é do Quadro Social”.
Então, não venham querer se descolar do velho comandante, do qual são todos filhos ou sobrinhos políticos, simplesmente porque ninguém entrava para o GBOEX sem lhe beijar a mão. Sou testemunha da vassalagem dessa turma.
 
Alardeiam que a situação patrimonial e financeira do GBOEX é um livro aberto, que basta consultar os relatórios no site da SUSEP. Uma observação deve ser feita sobre esta consulta de dados, pois manipulações podem enganar em vez de informar. Os dados que normalmente apresentam para os associados fica no limiar entre a estupidez e intenção de desinformar, de enganar com números. Em todas as demonstrações de saúde financeira insistem em mostrar dados para distorcer a realidade que sempre é diferente da que mostram.
 
Não interessa quanto pagou de pecúlios, R$ 145 milhões (2011) e R$ 194 milhões (2012). O que interessa é o Resultado Operacional que resulta ao abater de Rendas de Contribuição, as Variações de Provisões, o Pagamento de Pecúlios, as Despesas Administrativas e de Comercialização e os Tributos. E este resultado, no caso do plano majoritário, tem sido sempre negativo, comprometendo “o resultado positivo dos outros produtos da entidade” e os “seus resultados financeiros e patrimoniais”, conforme registrou a SUSEP (in, Termo de Diligência Fiscal SUSEP/DEFIS/GRFRS No. 007/2005, 30/5/2005).
 
Exemplo da manipulação com base nos dados que foram informados à SUSEP (abaixo): em 2012, pagaram R$ 101 milhões, arrecadaram R$ 44 milhões e contabilizaram um déficit de R$ 38 milhões que será coberto pelo patrimônio. Ou seja, o GBOEX confessa que o plano Taxa Média causará uma perda patrimonial de R$ 546 milhões, até o ano de 2020 (basta somar a linha déficit). Por isso é que o GBOEX está expulsando os milhares de associados com reajustes ilegais.
 
Outro exemplo desta grosseira manipulação: alardeiam que os Ativos totais do Grupo GBOEX tiveram uma expressiva evolução, de R$ 270 milhões (1998) para R$ 470 milhões (2012). E daí? Em balanço, os Ativos totais são iguais aos Passivos totais. O que interessa é o Patrimônio Líquido e a Liquidez que, no caso,
 
GBOEX
Patrimônio Líquido
Liquidez
1998
190.146.849,00
     56,45
2012(nov)
94.944.088,00
       1,44
Enganam uma massa de associados que sempre acreditou nos companheiros que dirigem a entidade. Uma massa com a média de idade passando dos 80 anos. Um dos e-mails que recebi de colegas do meu irmão (AMAN/64), em que comentam as informações que tenho prestado e as que ouvem do presidente executivo do GBOEX, seus colega de turma, toma partido “Sou franco, confio muito mais no Velho Renk do que no Péricles”. E não é qualquer um, não, trata-se de um general. Estou contando isso para que vejam a desinformação que provocam. Mentem, distorcem, caluniam, difamam pela falta de argumentos e acabam contaminando companheiros que ainda reconhecerão o mal que este grupo que comanda o GBOEX, desde 1981, causou e causará ao Exército e a milhares de militares e civis que acreditaram em nós.
 
E arrogantes, depois de despejarem números para enganar, perguntam: “será que o GBOEX está falido? Será que está sendo mal administrado?”.
 
Mal administrado, eu nunca tive a menor dúvida, o que, aliás, acaba de ser confirmado pelo parecer de uma Procuradora da República que ao analisar a representação que fiz e as manifestações de GBOEX e SUSEP concluiu que seria injusto onerar os associados por problemas de má gestão: “Vislumbra-se que o plano de pecúlio que a GBOEX não corre risco de insolvência desde agora, ou recentemente, mas sim desde que começou a comercializar apólices de seguro que não teria como adimplir, sendo desrazoado premiar uma má gerência administrativa onerando consumidores inocentes e vítimas de uma prática contratual patológica”. (Procuradora da República Silvana Mocellin, ICP 20/2010-97. fl. 214).
 
Será que o GBOEX está falido? O que posso dizer é que, para não comprometer mais o patrimônio do GBOEX (perdas de uns R$ 400 milhões) a SUSEP apontou como única saída “sacrificar o produto” plano Taxa Média com a expulsão dos associados o que, aliás, já começou. E diz mais a SUSEP: à medida que for aumentando a velocidade da expulsão, mais reajuste será necessário o que vai gerar uma espiral que vai acelerar até a “expiração do produto”, ou seja, o calote geral.
 
Eu monitoro a solvência do grupo GBOEX (GBOEX e Confiança) com gráficos que mostram a evolução do PL e do PNO. Segundo a lei “O patrimônio líquido (PL) não poderá ser inferior ao valor do passivo não operacional (PNO)”. Cada vez que isso ocorre a entidade deve reforçar o seu Patrimônio Líquido.
 
Abaixo os gráficos (até Nov/2012) da CONFIANÇA, do GBOEX, e do Grupo GBOEX que é a composição dos anteriores. Na primeira ocorrência em que o Passivo Não Operacional ficou maior do que o Patrimônio Líquido (PNO >PL), o GBOEX transferiu a metade dos seus imóveis de renda para a CONFIANÇA que os reavaliou pelo dobro e incorporou para vender (vide Fraude ao credor).
 
Note-se que a transferência da metade dos imóveis do GBOEX ainda não foi suficiente, pois voltou a insolvência em outubro/2009 (PNO >PL) situação que já perdura por três anos e a SUSEP não fez cumprir a lei.
 
Os gráficos do GBOEX e do Grupo GBOEX apontam uma preocupante convergência com a queda do PL.
 
Sobre o reajuste da contribuição, eles passam por cima do parecer do MPF que considerou ilegal e dão um encerra assunto citando um artigo da lei que dispõe sobre o regime de previdência privada. O citado artigo reza que “Os planos de benefícios atenderão a padrões mínimos fixados pelo órgão regulador e fiscalizador, com o objetivo de assegurar transparência, solvência, liquidez e equilíbrio econômico-financeiro e atuarial”, isso eles não cumprem desde o início quando assumiram sabendo da inconsistência atuarial do plano, não liquidaram e continuaram enganando milhares de associados. Parecer do MPF considera ilegal este reajuste (vide Os coveiros do GBOEX).
 
Na verdade, a razão de toda essa apelação é retirar o foco de cima da realidade que está aflorando e que o Renk não tem o que argumentar. O que os associados querem é que a entidade se manifeste sobre:
 
a.            O GBOEX vem enganando os sócios, desde a comercialização do plano de pecúlios, nos anos 60;
b.           A ilegalidade dos reajustes na contribuição o que está gerando uma saída em massa de sócios, causando irremediáveis prejuízos para sócios e a imagem institucional do Exército e dos militares. Quantas exclusões já foram processadas, a partir de 2010?
c.            A transferência da metade dos imóveis do GBOEX para a CONFIANÇA;
d.           MPF sugere que a SUSEP intervenha no GBOEX;
e.            Irregularidade na comercialização do produto Vida Longa GBOEX: uma massa de associados de idade avançada está sendo assediada por corretores alimentados pelo cadastro fornecido pelo GBOEX (Golpe Mortal);
f.             Reclamações sobre atrasos no pagamento de pecúlios (ReclameAqui) o que leva beneficiários a explosões de indignação do tipo “esta instituição podre, dirigida por milicos podres!” o que compromete, não só aqueles que dirigem o GBOEX, mas todos os militares.